quinta-feira, 9 de Julho de 2015 13:37h

Pronatec: população mais pobre amplia acesso ao mercado de trabalho

Caderno de estudos apresentado nesta quinta-feira (9) destaca a formalização dos beneficiários, o perfil e o desempenho dos alunos qualificados

Os beneficiários dos programas sociais do governo federal, especialmente do Bolsa Família, aproveitaram as capacitações do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Eles conquistaram mais vagas no mercado de trabalho e se formalizaram como microempreendedores individuais (MEI).

Quando avaliada a trajetória das pessoas que fizeram os cursos de Formação Inicial Continuada do Pronatec, verifica-se que aumentou em 120,6% a quantidade de beneficiários do Bolsa Família que conseguiu um emprego formal. Para os brasileiros que estão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, este crescimento foi de 73,6%.

Os dados fazem parte do Caderno de Estudos Inclusão Produtiva Urbana: o que fez o Pronatec/Bolsa Formação entre 2011 e 2014, lançado nesta quinta-feira (9), em Brasília. Para a realização do estudo, foi feito cruzamento de dados do Cadastro Único, da folha de pagamento do Programa Bolsa Família, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Cadastro de MEI.

“Colocamos no centro da agenda do governo federal a inclusão econômica de milhões de pessoas. O Brasil Sem Miséria trouxe oportunidades para a população de baixa renda, que trabalha tanto quanto a média nacional, mas que não tinham acesso à qualificação”, destaca a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Ao todo, o Pronatec recebeu 1,8 milhão de matrículas da população mais pobre nos últimos quatro anos. E os beneficiários do Bolsa Família apresentam melhor desempenho educacional, com maiores taxas de conclusão e aprovação.

Quem recebe a complementação de renda teve aprovação de 88,3%. Entre os que não estão no Cadastro Único, o índice é de 85,5%. E o público do Bolsa Família concluiu 81,4% dos cursos, ante 76,5% de quem não participa do Cadastro Único.

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