quarta-feira, 27 de Maio de 2015 11:58h

Sanear Amazônia seleciona famílias para ter acesso à água de qualidade

Famílias dos municípios de Carauari, Juruá e Uarini, no Amazonas, serão as primeiras beneficiadas com tecnologias de acesso à água

O Memorial Chico Mendes contratou entidades privadas sem fins lucrativos, por meio de Chamada Pública, para implantar as tecnologias sociais de acesso à água para consumo nas reservas extrativistas da Região Norte. A Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) é a primeira entidade a iniciar a execução do Sanear Amazônia. Pelo projeto, serão instaladas 670 tecnologias nas reservas do Médio e Baixo Juruá que ficam nos municípios de Carauari, Juruá e Uarini (AM).

A execução resulta do termo de parceria assinado entre o Memorial Chico Mendes e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em dezembro de 2014. Com investimento de R$ 35 milhões, a meta é atender 2,8 mil famílias em oito reservas extrativistas da região Norte. Analista de Políticas de Inclusão Produtiva do MDS, Karla Oliveira explica que, na Amazônia, a população rural sofre com a carência de água de qualidade para consumo e com doenças e verminoses, devido à ausência de saneamento básico. “O Sanear Amazônia representa uma das oportunidades de garantir água com qualidade para consumo humano e saneamento básico para comunidades extrativistas da região”, diz.

A Asproc iniciou o processo de mobilização, seleção e cadastro das famílias em situação de extrema pobreza que não têm acesso adequado à fonte de água potável e que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

O próximo passo é a capacitação das famílias e das comunidades envolvidas sobre a gestão da água e saúde ambiental. Os pedreiros, selecionados nas próprias comunidades, também serão treinados. Após isso, começa o processo de construção das tecnologias.

Tecnologias – Serão implantadas duas tecnologias: sistemas pluviais de Multiuso Autônomo e Multiuso Comunitário. No sistema Multiuso Autônomo, cada família poderá captar, armazenar e filtrar até seis mil litros de água da chuva. Já no Multiuso Comunitário, além das unidades domiciliares, também será instalado um módulo complementar de abastecimento com uma rede de distribuição, sendo acionado somente quando esgotar as reservas domiciliares.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.