sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015 13:40h Gustavo Henrique Braga

Turismo resgata valores e gera renda a pescadores do Paraná

Projeto de qualificação profissional no Parque Nacional do Superagui ensina moradores a receber bem o turista, gerir os próprios recursos e aprimorar as técnicas de artesanato

Uma colônia de pescadores que vive no interior do Parque Nacional do Superagui, localizado no litoral norte do Paraná, descobriu uma forma de preservar as riquezas naturais e valorizar a cultura local. Moradores de uma das maiores áreas preservadas de Mata Atlântica do Brasil, os pescadores são parte de um projeto de turismo sustentável que tem qualificado a mão-de-obra e gerado renda.
Há dois anos frequentando workshops sobre hospitalidade e cursos sobre como gerir os recursos do turismo, os pescadores se preparam para desenvolver novas atividades e preservar a biodiversidade do parque. Superaqui abriga espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-da-cara-roxa e tem o tamanho equivalente a quase 34 mil campos de futebol. Localiza-se a cerca de duas horas de barco partindo tanto do município de Guaraqueçaba (PR) quanto da cidade de Paranaguá (PR).

A qualificação profissional faz parte do projeto Economia Solidária e Turismo no Litoral do Paraná e resulta de uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Universidade Federal do Paraná - UFPR, com recursos no valor total de R$ 434,8 mil do MTur. A previsão de encerramento do processo de incubação é o próximo mês de abril.

O coordenador do projeto, Denys Dozsa, explica que o projeto também tem por objetivo preservar a cultura e as práticas tradicionais da comunidade - e trabalhá-las como atrativo turístico do parque. Entre elas, o resgate da dança Fandango, típica da região, a cachaça com folha de cataia, planta típica do litoral norte paranaense, além da venda de artesanato feito por índios de Guaraqueçaba e pescadores da ilha.

O projeto segue as diretrizes da Organização Mundial do Turismo para o desenvolvimento do turismo sustentável. Em janeiro último, o uso do turismo como instrumento de proteção de unidades de conservação e desenvolvimento local foi recomendado como prática a ser adotada no mundo por meio de uma resolução das Nações Unidas.

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