sábado, 31 de Outubro de 2015 05:52h Atualizado em 31 de Outubro de 2015 às 06:00h. Jotha Lee

Vereador destaca importância da ONG que promete combater a corrupção

Presidente do Instituto Brasil Novo que o principal objetivo é a busca da transparência na gestão pública

A recém criada Organização Não Governamental (ONG), Instituto Brasil Novo, que tem como foco discutir a política em todos os seus aspectos, empossou sua primeira diretoria essa semana e já começa a se organizar para lançar suas primeiras campanhas. A entidade, idealizada pelo empresário Geraldo Barros já conta com mais de 120 filiados e inicialmente fará uma extensa campanha para novas inscrições, garantindo maior representatividade às suas iniciativas. Embora o Instituto tenha um extenso programa conforme prevê seu estatuto, o combate à corrupção é uma das metas prioritárias.
No último dia 22, Geraldo Barros ocupou a tribuna livre da Câmara Municipal e fez duro discurso para apresentar a ONG aos vereadores. Ele destacou as principais metas da entidade, porém foi firme e taxativo ao assegurar que a corrupção na política é a meta principal. Em um dos trechos do seu pronunciamento, o fundador da entidade causou desconforto aos vereadores. “Sabemos que existe prática de corrupção em todos os setores da vida pública e isso é inadmissível. O corrupto tem que ser banido da vida pública”.
No início da semana, foi empossada a diretoria da entidade, que tem como presidente o delegado da Polícia Federal, Willian Nascimento, e como vice, Geraldo Barros. Também fazem parte da diretoria Sergio Ricardo Fraga Rios, Guilherme Melo Duarte, Paulo César de Oliveira e Eugênio Guimarães.
Essa semana, Geraldo Barros respondeu à críticas feitas pelos vereadores sobre a participação de políticos na direção da entidade. Ele afirmou que seria um contrassenso se a ONG não aceitasse a inscrição de políticos, já que um dos seus objetivos é a conscientização política, porém fez questão de frisar que a ONG não será utilizada como moeda de troca em campanhas eleitorais. “Um dos nossos objetivos é debater a política e conscientizar o cidadão sobre a importância da política na vida de todos. Seria estranho se a ONG impedisse que candidatos ou cidadãos já eleitos fizessem parte da entidade, mas é sempre bom deixar claro que eles podem ser filiados, mas não farão parte da diretoria, conforme prevê o estatuto”, esclareceu. Ele afirmou, ainda, que o combate à corrupção na política é meta prioritária e isso será feito sistematicamente. “Disso não abrimos mão”, finalizou.

 

 

VEREADOR
De acordo com o diretor de Comunicação do Instituto Brasil Novo, o movimento surgiu após a mobilização de um grupo de lideranças, preocupadas com a situação política, econômica e social do município. Explicou que é um movimento apartidário, preocupado com os rumos que a política divinopolitana tem tomado nos últimos anos. Para o presidente do Instituto, Willian Nascimento, esse é o início de um grande projeto.  “A criação da ONG tem como principal foco a busca da transparência e honestidade na gestão pública e formação de novas lideranças políticas que compartilham com o mesmo pensamento. É só o início de um grande projeto”, destacou. Nascimento reafirmou que a intenção é conscientizar a população da importância de exercer a cidadania política em todos os níveis, buscando a organização da sociedade civil.
Na única sessão da Câmara Municipal ocorrida essa semana, o vereador Marquinhos Clementino (PROS), que participou da posse da primeira diretoria do Instituto Brasil Novo, usou parte de seu pronunciamento para destacar a importância da entidade. “É muito interessante a iniciativa de conscientizar o jovem de se buscar uma política mais correta, mais coerente, sem corrupção”, analisou. O vereador do PROS destacou ainda que, após o regime militar, a juventude mudou seu comportamento político. “O que se vê hoje são jovens desgostosos com a política”, emendou.
Marquinhos Clementino fez uma alusão à reação negativa da maioria dos vereadores após a participação de Geraldo Barros na Tribuna Livre da Câmara no dia 22, quando ele deixou claro que o combate à corrupção será sistemático. “Eu entendo que essa ONG vem não para afrontar, não para desafiar algumas pessoas que estão no poder, mas sim, para cercear as questões da corrupção”, afirmou. “Vamos acompanhar de perto esse trabalho da ONG e colaborando na medida do possível, para que tenhamos uma política mais séria, mais honesta e condizente com os anseios da população”, finalizou.

 

Créditos: Eugênio Guimarães

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