quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015 13:21h Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Vigilantes paralisam atividades e bancos ficam fechados no Distrito Federal

Vigilantes do Distrito Federal (DF) iniciaram hoje (22) uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada ontem (21) à noite, durante assembleia no Setor Bancário Sul

A categoria estima que aproximadamente 70% dos 24 mil trabalhadores tenham aderido ao movimento.

Diversas agências bancárias permanecem fechadas, porque, de acordo com a lei, bancos não podem oferecer atendimento sem a presença de um vigilante.

“O objetivo é parar 100%. Isso inclui órgãos federais, bancos, hospitais e UPAs [unidades de pronto-atendimento]”, informou Luiz Paulo Gomes, diretor do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal.

Segundo ele, o sindicato patronal apresentou proposta que não agradou aos vigilantes. Ela inclui um aumento salarial de 7%, a retirada de uma cláusula do acordo coletivo que garante estabilidade ao trabalhador afastado e a criação de um piso para a categoria.

Conforme o sindicalista, nova assembleia deve ser feita no fim da tarde de hoje para avaliar o primeiro dia da greve. “Se a proposta apresentada for decente, com certeza, a categoria votará a favor do fim da greve”, disse.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistema de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (Sindesp/DF) informou que entrará na Justiça pedindo a decretação da ilegalidade da greve. Para o órgão, a paralisação dos vigilantes tem cunho político e não se justifica.

“Nos últimos três anos, a categoria teve ganho real de 35% acima da inflação. Parar agora, quando o Distrito Federal enfrenta uma grave crise, já conhecida de todos, e quando estamos buscando uma forma de superar os problemas, só agrava a situação. A greve demonstra que tem mesmo cunho político”, afirmou o presidente do Sindesp/DF, Irenaldo Pereira Lima.

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