quinta-feira, 26 de Julho de 2012 17:17h Gazeta do Oeste

70% dos homossexuais de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão

Uma recente pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 70% dos homossexuais da capital paulista já sofreram algum tipo de agressão, envolvendo preconceito, discriminação, violência física e verbal.

 

 

O levantamento foi feito pelo pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, unidade da pasta estadual, em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mostra que dos 1.217 entrevistados, 70% relataram terem sofrido algum tipo de agressão. Desse total, 62% sofreram agressões verbais. Outros 15% sofreram agressão física e 6%, sexual.

 

Os participantes relataram também terem recebido ameaças de agressão física, chantagem ou extorsão, além de constrangimento no ambiente de trabalho.

 

 

"Não existem leis que criminalizem a homossexualidade. Nem o Código Penal, nem a Constituição Federal proíbem o sexo entre pessoas do mesmo sexo, maiores de 18 anos. No entanto, existem leis estaduais e municipais que proíbem o preconceito e a discriminação por orientação sexual. É inaceitável que ainda assim os homossexuais continuem relatando tanta violência", afirma Paulo Roberto Teixeira, da coordenação do programa Estadual DST/Aids.

 

A pesquisa "Sampacentro" foi realizada com financiamento do Programa Pesquisa para o SUS, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

 

Em junho, um outro levantamento feito pela Secretaria de Direitos Humanos revelou que mais de 6 mil homossexuais tiveram os direitos humanos violados em 2011 em todo país, sendo que foram constatados ao menos 278 assassinatos relacionados à homofobia.

 

Outra importante dado mostrou que na maioria dos casos (61,9%), o agressor é alguém próximo à vítima, o que pode indicar um nível de intolerância em relação à homossexualidade. Cerca de 34% das vítimas pertencem ao gênero masculino; 34,5% ao gênero feminino, 10,6% travestis, 2,1% transexuais e 18,9% não informado. Foram identificadas ao menos 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos.

 

 

 

 

 

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