quinta-feira, 4 de Setembro de 2014 05:17h Carina Lelles

“A primeira atuação de um político é saber administrar e legislar ouvindo as pessoas”

Quem é Ângelo Roncalli?

Eu sou Ângelo Roncalli, natural e residente em Divinópolis. Fiz toda a minha carreira política em São Gonçalo do Pará. Fui eleito vereador naquela cidade aos 18 anos, fui vice-prefeito. Fui prefeito e o mais votado, reeleito e saímos de lá com uma aprovação da população pelo trabalho prestado.

Sempre militei na política com o objetivo para poder servir e trabalhar para melhorar a vida das pessoas, seja atuando no Legislativo como no Executivo. Sempre me posicionei. A partir do momento que comecei a trabalhar com administração pública passei a conhecer a realidade dos municípios, quais são as dificuldades, as demandas para a população. De um modo geral são muitas e nós buscamos ouvir as pessoas.


A primeira atuação de um político é saber administrar e legislar ouvindo as pessoas, quais são as suas necessidades. Fizemos uma administração muito participativa e ao mesmo tempo começamos a nos posicionar perante os líderes de governo, estadual e federal, com relação ao pacto federativo.


A partir do momento que você dá ao município mais recursos e mais condições de serviços públicos, você melhora a vida dos cidadãos. Comecei a me envolver nos movimentos municipalistas, fui presidente da Amvi [Associação Municípios Micro Região Vale do Itapecerica], presidi o Consórcio Intermunicipal de Saúde. Foi me posicionando à frente do movimento municipalista que fui o primeiro prefeito de uma cidade pequena a se eleger presidente da AMM [Associação Mineira dos Municípios], que é a maior associação municipalista do Brasil e representa os 853 municípios de Minas Gerais. Isso é uma responsabilidade em representar bem estes municípios e assim nós fizemos tanto a nível estadual quanto a federal, nos posicionamos. Sempre fui muito firme em defender os interesses dos municípios, que é atender a prestação de serviços de melhor qualidade.


Fizemos o dever de casa, informamos aos prefeitos que precisávamos fazer o dever de casa. Buscar mais recursos, mas eles também tinham que melhorar a administração. Planejar mais e trabalhar em sintonia com a comunidade.


Tive uma atuação destacada enquanto presidente da AMM e conseguimos várias conquistas para os municípios como a luta de aumento de 2% de FPM [Fundo de Participação dos Municípios] que vem beneficiar a todos. Divinópolis, por exemplo, de 2007 para cá, com esta porcentagem recebeu mais de R$ 21 milhões. Todas as cidades ganharam.


A marca principal que conseguimos na AMM foi que não se pode fazer política pública de cima para baixo. O governo federal e estadual criar política pública e deixar para o gestor local executar, sem ele ter participação. Conseguimos mudar isso principalmente com o governo do estado, onde os municípios passaram a definir qual a melhor maneira de se aplicar os recursos vindos do estado. Tanto é que se criou o ProMunicípio em que o gestor vai falar onde quer usar os recursos.


Todo este trabalho nos consolidou dentro do movimento municipalista que fui eleito vice-presidente da CNM [Confederação Nacional dos Municípios]. Tudo isso me fez dar cada vez mais certeza de que para você melhorar a vida das pessoas tem que trabalhar para fazer política macro, e é isso que pretendo fazer como deputado estadual, ouvir os diversos seguimentos, ouvir a iniciativa privada, o terceiro setor, os movimentos sociais. A partir do momento que você consegue ouvir a voz de todos estes movimentos e conseguir colocar em prática todas estas prioridades definidas por todos eles, com certeza vamos ter política de mais qualidade e vamos trabalhar para melhorar a vida das pessoas, que é o que a gente prega, gosta e vamos dedicar para fazer por Divinópolis e toda a região.

 

 

Quais as suas propostas caso seja eleito?
Eu quero fazer uma ação parlamentar em sintonia com os movimentos de toda a região. Falar de prioridade hoje é muito fácil. Em Divinópolis, por exemplo, são muitas, desde a despoluição do rio Itapecerica à conclusão da duplicação da MG-050. Falarmos que temos que priorizar e melhorar a segurança pública, tanto do perímetro urbano quanto do rural. Trabalhar para trazer mais investimento para a região como a vinda do gasoduto. Tudo isso é muito fácil de ser falado, mas a questão é como fazer.


De prático, o que temos que fazer é aproveitar esta experiência de articulador, buscar todos os representantes da região, independente de partido ou esfera, ouvir os vários seguimentos e definir de fato quais são as prioridades fundamentais para a cidade e região. Irmos até o governo do estado, nos posicionarmos, fazermos mais valorizados, cobrar mais. Temos que parar com essa cultura de que “eu consegui”, tem que ser “nós conseguimos fazer juntos”. Quero ser a representação da política macro, estar em sintonia dos movimentos e representando a plenitude.


Emenda parlamentar é muito pouco para quem quer atuar como deputado estadual. Você tem um valor para distribuir, dar apoio. Obviamente que se tem a verba tem que utilizar, mas este não pode ser o principal objetivo da atuação parlamentar. Quero ter um trabalho de representação macro para fortalecer a região Centro-Oeste para que possamos ser reconhecidos não como uma região de passagem, mas como uma região que conseguiu trazer benefício em uma escala maior do que estamos recebendo.


Temos diversas APLs [Arranjos Produtivos Locais] produtivas, como a confecção de Divinópolis, o calçado de Nova Serrana, a fundição de Cláudio, os foguetes em Santo Antônio do Monte, os doces em São Gonçalo do Pará, o setor moveleiro de Carmo do Cajuru. Temos uma força produtiva enorme e precisamos ser tratados de forma diferente e não porque somos coitadinhos, mas sim porque não conseguimos organizar ou articular de forma conjunta a buscar as melhorias e fazer as defesas macro. Tem que ter planejamento. A partir do momento que você tem estas ações consistentes, não tenham dúvida de que vamos avançar muito mais.


Quero ter, sem dúvida alguma, essa atuação de fazer política macro e de um modo geral defender a bandeira, que eu sempre defendi, que é o fortalecimento dos municípios e a melhoria da gestão pública. Atuação que os municípios possam, de alguma forma, ter mais condições de fazer investimentos e menos obrigações desde que os governos federal e estadual assumam a sua parte.

 

 

Porque os eleitores devem votar em Ângelo Roncalli?
Eu tenho colocado para as pessoas que temos que mudar. Mas não mudar com pessoas novas que estão entrando pela primeira vez. É mudar a maneira de fazer política. Em tudo que eu atuei, seja como vereador, prefeito, tivemos êxito e conquistas em nossas ações que foram muito bem avaliadas. Nunca coloquei como eu consegui, foi sempre nós fizemos. Nós podemos fazer mais juntos e esse é um grande diferencial de alguém que tem experiência, que tem vontade e quer trabalhar ouvindo os vários seguimentos da sociedade.


Os movimentos sociais, que foram às ruas no ano passado, pediam exatamente isso: “vocês estão aí para nos representar, fiquem atentos ao que estamos colocando”. Temos que falar a verdade para as pessoas, não podemos criar expectativas que não possam ser cumpridas, temos que ter dedicação, trabalho e esforço para cumprir aquilo que estamos propondo.


A nossa candidatura é muito viável, a minha atuação mais forte é na região Centro-Oeste, mas o fato de ter sido presidente da AMM fez com que eu construísse amizades com diversos prefeitos. Estamos com trabalho em mais de 150 cidades com grupos que estão nos apoiando para representar com mais força o movimento municipalista.

 

Crédito: Carina Lelles

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