quarta-feira, 28 de Setembro de 2011 13:14h Paulo Reis

Ação criminosa se repete pela 5ª vez em siderúrgica divinopolitana

Materiais furtados são escolhidos desde o início

O fato vem se repetindo desde o mês de março deste ano. As câmeras do circuito interno já registraram toda ação, inclusive a capacidade dos suspeitos de mudá-las de lugar ou até arrancá-las. Nem mesmo peças pesadas intimidaram os infratores que tem utilizado a noite como refúgio para tal crime.
Segundo Moisés Teles Fernandes, superintendente operacional da planta, as pessoas que vem praticando este ato tem noção de mecânica, pois tem retirado da empresa peças de maior valor como, por exemplo, os cilindros de oxigênio que custam em média de R$ 1500,00 cada. No primeiro mês foram levados 18 cilindros e quarenta dias depois outros seis.


A audácia dos suspeitos ultrapassa até mesmo o sentido segurança, em uma dessas retiradas eles chegaram a cortar fios que estavam ligados a um transformador energizado com treze mil e oitocentos volts, e o mais estranho, com a ajuda de uma cegueta.


A empresa já sabe que os materiais estão sendo retirados por uma mata que dá acesso aos bairros Tietê e Planalto. O local é tido como reserva e é todo demarcado com cercas, inclusive elétrica, a qual também foi cortada na noite da última segunda-feira (26). Desta última vez foram retirados da siderúrgica um cilindro de oxigênio, um de argônio, um redutor, um macaco hidráulico e uma das câmeras do circuito interno.


A Siderúrgica Valinhos tem quarenta anos de serviços prestados e trabalha com turnos revezados de 24 horas e cada um destes com 25 profissionais.
Até o momento o prejuízo está estimado em R$ 30.000,00, isto em menos de seis meses. De acordo com as investigações o incidente tem sido praticado por mais de duas pessoas que tem arrombado a oficina de manutenção da empresa.


A direção da Valinhos reforçou a importância da participação das pessoas que moram nas mediações da siderúrgica, que ao perceberem atitudes suspeitas principalmente quanto aos objetos descritos na matéria, acionar a polícia ou até a própria empresa.


O caso permanece sob investigação da Polícia Civil. 

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