segunda-feira, 23 de Setembro de 2013 07:02h Luiz Felipe Enes

Ação na cadeia de Oliveira resulta na apreensão de 17 aparelhos celulares em celas

Entre os produtos, estavam drogas, celulares, carregadores e porção de maconha. O caso foi entregue à secretaria de Defesa Social

O presídio de Oliveira volta a ser alvo de novos “achados”. Após várias denúncias e a localização de drogas, celulares e outros objetos em seu interior, uma nova ação foi realizada dentro da unidade pela Secretaria Estadual de Defesa Social.

Depois de intensificar as buscas, na quarta-feira (18), um procedimento de varredura nas várias celas do Presídio Nelson Pires, contou com a ajuda de agentes penitenciários de Campo Belo e Divinópolis, cerca de 50 homens.

Em meio às buscas, 17 celulares, alguns carregadores, três pedaços de serra e uma porção semelhante à maconha foram encontradas e apreendidas. Essa não é a primeira vez que produtos desse tipo são encontrados no presídio. Na semana passada, um embrulho contendo aparelhos celulares e drogas foi localizado por um agente, durante buscas no pátio.

Grande parte dos detentos confinados no presídio cumpre a pena por envolvimento no tráfico de drogas. Eles fazem um verdadeiro malabarismo para alcançar os materiais. De acordo com agentes penitenciários, uma espécie de corda é feita com um lençol, em que eles amarram um chinelo e arrastam os embrulhos até o interior das celas.

Na ação desempenhada, alguns detentos se mostraram resistentes e não quiseram participar das revistas, entretanto, o serviço de inteligência fez com que eles participassem das buscas. Atualmente, a capacidade da penitenciária é para 114 presos, porém, o presídio comporta 250.

Em relação a questões de comportamento, ontem, alguns detentos foram transferidos para diferentes unidades prisionais da região. A medida deve favorecer nos trabalhos do sistema carcerário.
De acordo com a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), a segurança nos arredores do presídio será reforçada, bem como a revista aos visitantes. “Para coibir a entrada de materiais proibidos, temos as revistas em visitantes e alimentos, com auxílio de equipamentos como banquetas e barras detectoras de metal e operações de revistas constantes nos pavilhões”, disse a Suapi, por meio da assessoria de comunicação.

CELULARES ENCONTRADOS EM OUTRO PRESÍDIO

Já na cidade de Pompéu, durante ação integrada entre agentes carcerários, Militares e Civis encontraram nas celas, alguns aparelhos celulares.

Ao todo foram apreendidos sete aparelhos celulares, seis carregadores, entre outros objetos que não foram especificados. Os materiais foram recolhidos e levados para a delegacia da Polícia Civil. Foi aberta uma investigação para apurar como os objetos entraram na cadeia.

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