segunda-feira, 23 de Julho de 2012 09:56h Gazeta do Oeste

Acusados de fraudes na merenda responderão a pelo menos quatro crimes

Após interrogar os principais envolvidos no suposto esquema que movimentou R$ 116 milhões através de fraudes em licitações públicas para merenda escolar e alimentação de presos em Minas e no Tocantins, o Ministério Público Estadual se prepara para oferecer denúncia na Justiça por fraude em licitação, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

 

Já estiveram na sede do MP para prestar depoimento o empresário e ex-presidente do Cruzeiro, Alvimar Perrella, e seu sócio, atual vice-presidente do time celeste, José Maria Queiroz Fialho. Eles são os donos da Stillus Alimentação, empresa que lideraria o esquema criminoso revelado pela operação “Laranja com Pequi”. Nos depoimentos, os dois se limitaram a tentar legitimar os contratos.

 

Conforme o Hoje em Dia mostrou com exclusividade, um relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal encarregado de monitorar transações financeiras atípicas, mostra que Fialho realizou três saques em dinheiro vivo, no total de R$ 750 mil. Os saques, segundo a PF, coincidem com os ‘dias imediatamente posteriores à assinatura de contrato com a Prefeitura de Montes Claros, a maior cliente da Stillus, com R$ 19 milhões em acordos.

 


Em grampos telefônicos da operação, também revelados com exclusividade pelo Hoje em Dia, Fialho manda um funcionária da firma esconder documentos. Em outra conversa, com um diretor da Stillus, ele cogita devolver R$ 11,4 milhões de um contrato com o governo do Rio.

 

A partir do próximo dia 30, o MP ouvirá testemunhas e outros acusados. Nos próximos dias devem ficar prontos laudos periciais dos materiais apreendidos na operação. O trabalho maior está sendo em cima dos computadores. Há boas chances de a denúncia ser feita já no próximo mês.

 

 

 

 

 

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