quarta-feira, 9 de Setembro de 2015 10:35h Atualizado em 9 de Setembro de 2015 às 10:37h.

Acusados de matar Dinho Mourão vão hoje a julgamento

Está previsto para hoje o julgamento de Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento, de 26 anos (Felipinho), e Saulo Cândido Castilho, de 24 anos (Saulinho), suspeitos de terem matado, em 2010, o empresário Geraldo Lucchesi Mourão, mais conhecido por Dinho Mourão. O júri está previsto para começar às 09h.
O inquérito aponta que os dois foram os executores do empresário, que morreu com três tiros, sendo dois no abdômen e um na cabeça, no dia 12 de agosto de 2010. Na época, seis pessoas foram presas suspeitas do crime.
Breno Resende Lucchesi Mourão, de 42 anos, filho do empresário assassinado, foi apontado pelo delegado responsável pelo caso, como sendo o mandante do crime. Ele foi preso juntamente com outros cinco suspeitos: Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento e Alexander de Freitas Mendes, Saulo Cândido Castilho, Wilian Adriano de Castro e Anderson Fernando Silva, 24 anos. Os dois últimos foram soltos dias depois e Breno foi solto após cerca de 40 dias.
O caso foi tumultuado, já que na época, os suspeitos disseram que foram torturados para confessarem o crime e apontar o mandante.  O resultado de um laudo, realizado dois dias após a prisão, que comprova que Wiliam sofreu agressões na cabeça.

Autoria
Em entrevista coletiva concedida no dia da prisão, o delegado, Leonardo Pio, afirmou, quando perguntado se tinha convicção da participação de cada um dos suspeitos no crime, que o executor do empresário era Saulo e dias depois mudou a versão, apontando Luiz Felipe como sendo o autor.
No inquérito, foi colocado, segundo depoimento de um dos acusados, que o empresário mantinha relações sexuais com outros suspeitos, e por isso, teriam acesso fácil ao interior do motel onde Dinho Mourão residia depois que se separou da segunda mulher, com quem tem dois filhos. Contudo, nenhum exame pericial foi feito no corpo da vítima, e familiares e a defesa contestam veementemente a possibilidade de o empresário ter mantido relações homossexuais.
O crime
Geraldo Lucchesi Mourão foi encontrado morto dentro do próprio carro, na noite de 12 de agosto de 2010, às margens da MG-050. A cronologia do crime, segundo investigações apontam que, por volta das 19h20, ele foi visto em um posto de combustível e depois passou em um motel, que era o proprietário, e permanecido por pouco tempo, saindo na companhia de um homem de boné, segundo o porteiro.
Por volta das 20h, o carro do empresário foi visto parado, na MG-050, por um militar que passava pelo local. Cerca de duas horas depois, o militar voltou e percebeu que o veículo estava no mesmo lugar, com os faróis ligados e o motor em funcionamento.
O militar acionou a Polícia Militar Rodoviária, que encontrou o empresário já sem vida, com o pé na embreagem e ainda com o cinto de segurança.
Peritos comparecem no local e constatam que Dinho Mourão apresentava três ferimentos à bala, disparados à queima-roupa.  Dois tiros atingiram o abdômen do empresário e outro a cabeça.  Técnicos afirmaram que os disparos foram feitos por alguém que estava no banco de passageiros com arma de curto alcance.

 

Crédito: Arquivo GO

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