sábado, 28 de Julho de 2012 08:42h Gazeta do Oeste

Adolescentes que arrancaram coração de colega são internadas por tempo indeterminado

 A juíza Patrícia Narciso Alvarenga, da comarca de Igarapé, decretou nesta sexta-feira (27) a internação por prazo indeterminado das adolescentes de 13 e 14 anos, que mataram de forma brutal uma colega, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana da capital. Depois de ser agredida a facadas, a menina teve o coração e um dedo arrancados.

 

 

De acordo com a juíza, as duas devem cumprir a internação por prazo indeterminado, com revisão a cada seis meses. Para ela, ficou claro que as adolescentes mentiram e fantasiaram uma história para esconder a real verdade. “Para mim está muito claro que elas são, sim, autoras do ato infracional que ensejou na morte brutal, violenta, cruel, desumana e bárbara de uma adolescente de 13 anos que tinha uma vida pela frente.”

 

Tendo em vista a extrema gravidade do caso, a magistrada determinou a internação, lembrando que a medida não tem caráter punitivo e busca apenas a ressocialização das adolescentes. “No atual estágio, entendo que aplicar às adolescentes outra medida será ineficiente, visto que necessitam de atenção maior do Estado no seu processo de ressocialização”, disse a juíza.

 

 

Relembre o caso

 


O corpo da estudante de 12  anos foi encontrado em uma mata próxima de casa, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana da capital, de forma quase irreconhecível. As responsáveis pelo crime são duas garotas, de 13 e 14 anos, amigas da vítima. Elas foram apreendidas e confessaram o crime. Disseram à polícia que mataram a amiga porque elas namoram traficantes e temiam que a vítima os denunciassem a criminosos rivais com quem ela estaria se relacionando. "Elas disseram que pretendiam passar um susto na colega para que ela não revelasse a rotina dos traficantes aos rivais. Mas perderam o controle", disse o delegado Enrique Rocha Solla.

 

Os depoimentos das duas adolescentes são impressionantes. Revelaram à polícia um crime recheado de crueldade. As duas contaram que atraíram a menor para um matagal com o pretexto de assistirem a um jogo de futebol. Ao chegarem ao local, uma das garotas retirou uma faca da cintura e acertou a menina no pescoço. A estudante ainda tentou correr, mas caiu e recebeu mais um golpe nas costas.

 

 

A partir daí, as duas se juntaram e passaram a espancar a amiga com uma barra de ferro. Ao perceberem que a menina ainda agonizava, elas fizeram um corte no tronco da garota e arrancaram o coração. Elas também cortaram um dedo do pé da vítima. A sessão de selvageria só teria terminado em casa, quando as duas entregaram os órgãos a um menino de 8 anos, irmão de uma delas, e mandaram que ele os enterrasse no quintal de casa.

 

A ideia das duas, segundo o delegado, era mostrar para as mães delas, dizendo que estavam sendo ameaçadas e que, por isso, mataram um traficante. Elas teriam se arrependido e jogado os órgãos no rio Paraopeba. Eles não foram achados.

 

 

 

 

 

 

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