sexta-feira, 23 de Setembro de 2011 17:32h Atualizado em 26 de Setembro de 2011 às 10:07h. André Bernardes

Ameaça de bomba interdita av. Primeiro de Junho

Uma mochila esquecida na Agencia da Caixa Econômica Federal gerou suspeitas na Polícia Militar . O Grupo de Ações Táticas Especiais, GATE, de Belo Horizonte foi até o local para averiguar as suspeita. A rua foi isolada e o comércio fechou as portas.

Uma mochila esquecida no guarda volume da Caixa Econômica, agência da av. Primeiro de Junho, causou um transtorno naquele trecho, com uma ação que envolveu a Polícia Militar e o Grupo de Ações Táticas Especiais, GATE, de Belo Horizonte.


A suspeita é que haveria um objeto explosivo na mochila que estava no armário desde a última terça, 20, quando foi localizada por funcionários da agência. Na quinta feira, por volta das 18:30, o gerente da agência entrou em contato com a Polícia Militar que foi até o local e isolou a área até a manhã de ontem. O que aumentou as suspeitas foi que a chave do armário estava no local.


Capitão Célio Evaristo de Souza, que comandou a Polícia Militar no local, contou que recebeu instruções do GATE para que isolasse o local. “O gerente da agência fez  um contato com o 23º batalhão alegando que havia sido largada um mochila contendo alguns objetos. Por precaução ou por medo de ser algum tipo de ameaça, fizemos um contato com esquadrão antibombas do GATE de Belo Horizonte e eles vieram pela manhã” explicou.


A av. Primeiro de Junho entre as ruas Goiás e Minas Gerais parou com acontecimento. A polícia interditou o quarteirão e mais de cinquenta funcionários tiveram que deixar a agência às pressas. Os curiosos se aglomeravam nas esquinas e janelas dos prédios. Os comerciantes locais, assustados com uma possível ameaça de explosão, fecharam as portas. Três militares do GATE utilizaram equipamentos especiais para entrar na agência. Foram usados fios e ganchos para retirada da mochila. O Sargento do GATE Evaldo de Nazaré Martins explicou como o trabalho foi realizado. “ Nós fizemos um trabalho com linha e ganchos para abertura do objeto. Foi encontrada uma bolsa e a posição que ela estava dentro do escaninho suspeitou-se que poderia ser um artefato explosivo. Utilizamos uma roupa de antifragmentação para fazer os trabalhos com artefato explosivo”.


Do lado de fora da agência, rostos apreensivos com a situação, a polícia militar tentava conter os curiosos que teimavam em não obedecer as faixas de isolamento. Depois de quase 20 minutos de ação, os agentes do GATE saem da agência sem nenhum material explosivo. A mochila continha apenas um jaleco branco e alguns papéis. Humberto Deon, gerente geral da agência, disse que o procedimento foi necessário, pois a agência possui rigoroso sistema de segurança. “A agência tem uma série de aparatos de segurança.Temos uma equipe de vigilância e empregados  do atendimento extremamente treinados. O procedimento neste caso é acionar a polícia, que avaliou a situação e acionou o GATE para pegar instruções sobre a situação e eles indicaram realizar este procedimento que foi realizado aqui” esclareceu.


A mochila foi encaminhada para a Polícia Civil para ser entregue ao dono. “. Temos que alertar a população pois um ato despretensioso pode causar um problema sério de segurança, pois nós temos quarenta armários e nunca tivemos problemas como este” contou Humberto.


Capitão Célio Evaristo diz que em Belo Horizonte este tipo de situação é frequente e ensinou como proceder em caso de suspeita de bombas. “Não tocar, não remover, isolar o local e acionar a polícia” orientou.  

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