quinta-feira, 5 de Novembro de 2015 09:52h Atualizado em 5 de Novembro de 2015 às 09:58h. Carina Lelles

Amigo é preso, suspeito de matar jovem em São José dos Salgados

O corpo de ‘Juarezinho’, como era conhecido, foi encontrado dias depois do desaparecimento, em uma mata às margens da MG-050

Cerca de 60 dias após o crime, a Polícia Civil de Carmo do Cajuru está próxima de finalizar as investigações sobre o assassinato de Juarez Nogueira Faria Filho, de 24 anos, ocorrido em agosto deste ano. O amigo dele, de 27 anos, confessou ter matado o jovem e já está preso.
De acordo com o Delegado Dr. Domingo Sávio Calixto, após ouvir parentes e amigos, foram feitas várias diligências, e um saco plástico, encontrado na cena do crime, foi fundamental para chegar até o assassino.
O saco teria sido utilizado para envolver a cabeça da vítima no momento em que o corpo foi transportado do sítio do suspeito até o local onde foi encontrado, às margens da MG-050, em Carmo do Cajuru. Durante uma visita ao sítio, o Delegado conta que encontrou sacos iguais e questionou o suspeito, que não teve mais como negar o crime e contou detalhes de como matou Juarez. “O saco colocado na cabeça da vítima foi crucial para provar a participação de Juliano no crime. No sítio, foi encontrado um saco igual ao encontrado na cena do crime. Ele usou este saco para tampar a cabeça da vítima, que estava sangrando, e não sujar o porta-malas do carro”.
Segundo o delegado, Juliano Fonseca, de 27 anos, era amigo de Juarez e que houve uma desavença entre eles e a vítima teria colocado areia no tanque de combustível do caminhão do suspeito.
No dia do crime, os dois fizeram uso de bebida alcoólica juntos, e Juliano questionou Juarez sobre a ação dele com relação ao caminhão. “O Juarez não gostou e, muito embora tivesse ocorrido um atrito naquela hora, os dois foram embora. Pouco depois, o Juarez procurou Juliano no sítio dele, em São José dos Salgados. No local, houve uma briga e o Juliano, de posse de um enxadão, acertou a cabeça de Juarez, que veio a óbito”, conta Dr. Calixto.
O Delegado ainda ressalta que o suspeito, após o crime, envolveu a cabeça da vítima em um saco e transportou o corpo até uma estrada vicinal, onde o abandonou. Posteriormente, jogou a motocicleta da vítima em uma lagoa e a arma do crime no meio do mato.
Juliano confessou o crime e está preso no presídio Floramar. “Faltam alguns detalhes, mas para a Polícia Civil, este caso já está praticamente encerrado e ele será indiciado por homicídio qualificado”, afirma o Delegado.

 

Entenda o caso
A família de Juarez procurou a redação do Gazeta do Oeste para pedir a divulgação do desaparecimento dele, ocorrido no dia 22 de agosto. Os familiares contaram que o jovem saiu de casa por volta das 20h30, na motocicleta dele, e desde então, não tiveram mais notícias dele.
Cinco dias depois, a Polícia Militar encontrou um corpo em uma mata próximo a uma estrada vicinal, às margens da MG-050, em Carmo do Cajuru. A perícia técnica foi acionada e disse que a morte aconteceu há pelo menos cinco dias, mas que somente a necropsia poderia apontar a causa, devido ao estado avançado de decomposição.
Do outro lado da estrada, os militares encontraram um saco com manchas de sangue e, segundo o perito, pode ter sido utilizado no crime. O perito, na época, levantou a hipótese de que o crime teria acontecido em outro lugar e o corpo ter sido deixado no local.
O irmão da vítima compareceu ao local e, pelas roupas e celular, que estava no bolso da vítima, reconheceu o corpo.

 

Créditos: Carina Lelles

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