quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012 05:59h Erick Ulysses

Árbitro de futebol amador é preso por pedofilia em Divinópolis

A Polícia Federal de Divinópolis prendeu ontem um comerciante, que ainda atuava como árbitro de futebol amador em Divinópolis e em cidades da região, por suspeita de pedofilia. A prisão de Juliano Rodrigues, de 36 anos, ocorreu durante a realização da Operação Jogo Limpo.

 


De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Federal, o homem atuava como árbitro em jogos infantis em cidades da região centro-oeste do estado, e aproveitava da proximidade com as crianças para levá-las até a sua residência ou até a loja em que trabalhava. No local os garotos eram fotografados e em alguns casos chegavam a sofrer abusos sexuais.

 


Ainda segundo a PF, as investigações começaram há cerca de dois meses, após o promotor da Vara da Infância e Juventude, Carlos José Fortes, tomar conhecimento dos fatos. De acordo com o promotor, ele foi procurado por uma vítima e por seus pais que denunciaram o fato.

 


Ainda segundo o promotor, as crianças que sofreram abusos têm idade entre sete e 12 anos. O promotor Carlos Fortes disse que além do prosseguimento das investigações por parte da Polícia Federal, a promotoria prestará toda assistência às vítimas dos abusos. Ele contou que entre o material estavam fotos e vídeos dos abusos cometidos pelo árbitro.

 


Da casa do suspeito e da loja em que trabalha foram levados celulares, pen-drives e um computador. Peritos criminais de Belo Horizonte acompanharam as buscas, examinando os computadores e arquivos digitais. Existe também a suspeita de que o homem compartilhava as fotos e os vídeos na internet.

 


O suspeito teve o mandado de prisão preventivo expedido e presta depoimentos na Polícia Federal. O mandado tem duração de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. Juliano Rodrigues foi indiciado no artigo 127-A do Código Penal, por estupro de vulnerável, que tem pena de oito a 15 anos de reclusão, e no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente, onde a pena pode variar de quatro a oito anos de reclusão. Após o interrogatório e indiciamento o preso será encaminhado para o presídio Floramar.

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