segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012 17:33h Atualizado em 3 de Janeiro de 2012 às 10:31h. Flaviane Oliveira

Arma de fogo com iniciais de facção criminosa paulista é apreendida na região

Em Pará de Minas, na manhã de domingo (1º), moradores do Bairro Padre Libério, nas proximidades da Rua Salvador Gonçalves de Oliveira, um jovem andava pela rua exibindo uma arma de fogo e intimidando os moradores. A Polícia Militar recebeu denúncias anônimas de compareceu ao local com três viaturas.
Chegando ao endereço informado, os policiais perceberam que dois suspeitos, de 14 e 20 anos, correram para dentro de uma casa e logo em seguida fugiram pelos fundos com duas armas. De acordo com a PM, os suspeitos passaram por uma abertura no muro e seguiram para o seringal que divide os Bairros Padre Libério e São Paulo. Os militares entraram no seringal, mas não encontraram os suspeitos.
O morador da casa por onde os dois rapazes fugiram foi abordado pela polícia e informou que os suspeitos sempre frequentam a casa e que haviam fugido levando uma espingarda polveira e uma réplica de pistola. Os militares mandaram que ele apresentasse as armas e os suspeitos quando eles retornassem. Machado explica que assim foi feito, mas a réplica de pistola não foi localizada. Ela teria sido jogada no matagal durante a fuga.
De acordo com a PM, na coronha da espingarda que teria sido adquirida há 3 anos por R$50,00, conforme informou o dono da casa, estava gravada a sigla PCC, que pertence ao Primeiro Comando da Capital, facção criminosa paulista responsável por vários delitos e rebeliões em cadeias.
A polícia acredita que a sigla foi feita na arma apenas como forma de intimidação e para passar uma falsa sensação de criminosos violentos e perigosos em quem estivesse com a arma e não acredita que os suspeitos detidos tenham contato com o PCC. As tatuagens dos suspeitos chamaram a atenção dos policiais, pois os desenhos, comuns em presídios, sugerem que eles têm passagens por crimes violentos, como tráfico de drogas, estupros ou mesmo assassinato de policiais. Porém a polícia acredita que isso também não seja mais que uma tentativa de passar uma imagem de criminosos perigosos. O morador da casa, o adulto e o adolescente foram conduzidos para a delegacia da Polícia Civil de Pará de Minas.

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