sábado, 1 de Setembro de 2012 08:41h Gazeta do Oeste

Audiência de morte de menina atropelada por jet ski tem contradições

A segunda audiência do processo que apura o atropelamento que causou a morte da menina Grazielly, de 3 anos, por uma moto aquática em Bertioga, litoral de São Paulo, acidente ocorrido em 18 de fevereiro, terminou com contradições. Durante a sessão, realizada na tarde de quinta-feira, o caseiro Erivaldo Francisco de Moura foi ouvido e acabou acusado de falso testemunho após três horas de depoimento.

 

 

De acordo com o juiz responsável pelo processo, Rodrigo de Moura Jacob, o objetivo da audiência, que era ouvir as testemunhas, foi cumprido. A mulher do caseiro também deveria ter falado, mas teve seu depoimento reivindicado pelo advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha, que defende o empresário José Cardoso, proprietário da moto aquática. Segundo ele, o depoimento tornou-se dispensável ao longo da audiência.

 

De acordo com o juiz, durante a sessão o advogado da família de Grazielly, José Beraldo, entendeu que o caseiro mentiu. O caseiro teria afirmado, em primeiros depoimentos, que não pilotava a moto aquática por ser cardíaco. Durante a sessão de quinta-feira ele teria afirmado pilotar o equipamento semanalmente. Beraldo ainda apontou que o caseiro negou ter colocado o equipamento no mar, ação que os dois menores - acusados de estarem no comando do veículo - não poderiam ter concluído sozinhos, de acordo com o processo.

 

 

O juiz Jacob explicou que o advogado da família de Grazielly pode solicitar à delegacia que investiga o caso a abertura de um inquérito sobre o crime de falso testemunho. Porém, só depois de apontar quais foram as afirmações falsas.

 

O advogado que defende o proprietário da moto aquática confirmou que a defesa da família pediu cópias do documento e que chegou a apontar falhas no depoimento do caseiro. Mas nega que houve falso testemunho. "Foram cinco páginas de depoimento, o Erivaldo falou durante três horas e detalhou todo o ocorrido na data, o juiz entendeu que o depoimento foi suficiente para o processo. Tudo ficou esclarecido", afirmou Rocha.

 

 

A terceira audiência está marcada para 11 de outubro, quando um dos peritos que avaliaram a moto aquática após o acidente deve ser ouvido como testemunha. A primeira audiência do caso aconteceu em 22 de agosto e teve o depoimento da mãe de Grazielly, Cirleide Rodrigues Lamês.

 

 

 

 

 

 

 

 

EM

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.