sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013 05:35h Luiz Felipe Enes

Bairro Belvedere

População questiona policiamento e ausência da Rede de Vizinhos Protegidos

A insegurança e a falta de tranqüilidade têm tirado o sossego de muitos moradores de Divinópolis. Os questionamentos sobre problemas em segurança pública não parte somente de quem vive nos bairros mais afastados, mas também de quem vive na região central da cidade. Recentemente, uma onda de furtos e roubos foram registrados na praça da Catedral. Em outra praça da cidade, a do Santuário, a presença de usuários de drogas tirou o sossego de quem freqüentava o local em busca de lazer e diversão.
Só que desta vez, as reclamações partem de outra parte da cidade. Os moradores do bairro Belvedere estão insatisfeitos com o registro de alguns furtos e roubos, em algumas residências do bairro. Pessoas fazendo o uso constante de drogas em ruas mais afastadas do bairro geram desconforto e medo para quem precisa sair todo o dia, seja para estudar, trabalhar ou levar as crianças à escola.
Moradores que vivem na rua Francisco Sales Marques estão preocupados com a presença de usuários de drogas trafegando pelo local. Segundo relatos, eles costumam ir até próximo a linha férrea, fazer o uso de entorpecentes. O mato alto em volta dos trilhos seria um fator contribuinte e facilitador para o esconderijo de pessoas mal intencionadas, interessadas em praticar pequenos crimes e consumir drogas, conforme explica os vizinhos da linha férrea.  
A FCA (Ferrovia Centro Atlântica) informou por meio de uma nota, que a capina em volta dos trilhos será realizada em até 30 dias. A empresa também disse que a manutenção próxima a linha férrea é realizada por divisões feitas por bairros.

COBRANÇAS
Os questionamentos não param por aí. A implantação da rede de vizinhos protegidos, feita em parceria com a Polícia Militar ainda é esperada pela população do bairro. A rede de vizinhos protegidos funciona da seguinte forma: Se algo inesperado ou alguma movimentação suspeita ocorrer próximo a uma casa onde você mora, os vizinhos ao notarem algum barulho, imediatamente utilizam um apito, para sinalizar que algo não vai bem e, logo em seguida, comunicam a Polícia Militar.
Atualmente em Divinópolis, segundo a Acasp (Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública) o serviço abrange 43 bairros, distribuídos em 50 redes comunitárias, o que atinge cerca de 2500 famílias. Há quem goste do projeto e vê bons resultados. É o caso de Maria Aparecida Vaz, moradora do Planalto, bairro atendido pela Rede de Vizinhos Protegidos da Polícia Militar.
“Antes da chegada da Rede de Vizinhos, era comum aqui no bairro a prática de pequenos furtos e roubos. A iniciativa passa de certa forma uma intimidação aos criminosos, pois existem as placas sinalizando e, também utilizamos o apito para alertar quando algo está errado na vizinhança”, enfatiza.
Mas por outro lado, há quem espere a chegada do serviço no bairro onde mora. É o caso do personal trainer, Bernardo Resende. Ele vive há cerca de dois anos no bairro Belvedere e diz que todos os vizinhos, aguardam há mais de um mês a implantação do projeto na região. “A presença de usuário de drogas transitando por aqui é constante, assim como a prática de pequenos furtos nas casas, já fizemos a solicitação para trazer a Rede de Vizinhos Protegidos aqui para o bairro tem cerca de um mês e ainda aguardamos por uma resposta”, afirma.

SEGURANÇA
Como pequenos furtos e alguns roubos às residências já foram registrados no bairro, restou aos moradores, fazer investimentos na segurança de casa. Pelas ruas do bairro é comum ver diversos equipamentos de proteção nas residências, como câmeras de circuito interno, alarmes, cercas elétricas e até mesmo o uso de animais, como os cães.
De acordo com a Polícia Militar, será feito um levantamento na região do bairro Belvedere, além de uma análise nas ruas onde de fato, são registradas as ocorrências de furto e roubo.  A instalação da Rede de Vizinhos Protegidos deve ser implantada nos primeiros meses de 2014, segundo a Acasp (Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública).
Conforme esclarecido pelo presidente da Acasp, já foram feitas reuniões com os moradores, e na próxima terça-feira (17), uma nova reunião será elaborada para discutir o funcionamento do projeto no bairro. “É válido levar o projeto até o bairro, pois essa é uma ferramenta utilizada pelos moradores para evitar a criminalidade e assim, cada vizinho ajudar um ao outro”, é o que explica José Vitor Batista de Freitas.

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