segunda-feira, 9 de Julho de 2012 09:18h Camila Caetano

Bandidos de outros estados causam explosões em caixas em MG

Segundo informações da Polícia de Minas Gerais, os responsáveis pelo crime de explosão de caixas eletrônicos são em sua maioria ladrões de São Paulo e Goiás, os quais aproveitam das cidades menores, que ainda tem poucos recursos para dominar a prevenção desse tipo de delito. “Esse problema é complexo e talvez nesse momento em termos de criminalidade um pouco mais robusta e articulada, sendo o nosso maior desafio, já que está presente em todos os estados da Federação, porque essa prática foi disseminada nos últimos meses, de um ano pra cá, e na verdade por traz dessa questão existem responsabilidades de muitas instituições”, declara o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz.

 


A Polícia mineira ainda aponta que talvez a ação desses assaltantes esteja ligada a uma organização criminosa de São Paulo, estratégias que remetem às do grupo “novo cangaço”, que costumam atacar bancos e carros-fortes em cidades do interior. Além disso, as investigações apontam que uma parte dos explosivos foi adquirida a partir de empresas que compram as dinamites de forma legal. Neste contexto, Rômulo Ferraz afirma que é difícil monitorar a comercialização desse material, “esses explosivos, por ser uma mercadoria muito barata, não há qualquer controle com relação ao acautelamento, as mineradoras que são constituídas de forma regular ou não, manuseiam esses explosivos, o transporte também é feito sem qualquer custódia ou proteção, então, essa questão tem sido identificada na sua origem, além da responsabilidade das próprias instituições financeiras de melhorar o acautelamento desses caixas eletrônicos’.

 


Os horários de pico desses ataques são nas madrugadas, entre 3h e 5h, e nesse ano de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Defesa Social já totalizaram em Minas Gerais 154 crimes com o uso de dinamite, 61 ataques a caixas com o furto de dinheiro, e apenas 30 prisões, sendo que nestas a maioria dos infratores são de outros estados. Devido a essa estatística é que todas as instituições já providenciaram um movimento em torno desse tipo de delito, “o trabalho articulado que tem cerca de 20 dias, no âmbito da Secretaria, com a participação do Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, e até o final do mês de julho, algumas operações já se iniciarão, coibindo e obrigando, a quem tem a responsabilidade, que exerça de fato sua responsabilidade, trabalhando na fiscalização do comércio desses explosivos e também por parte da autoridade policial utilizando o serviço de inteligência para monitoramento dessa prática a curto e médio prazo, para que tenhamos um resultado satisfatório e possamos reverter esse quadro aqui em Minas Gerais”, complementa Rômulo Ferraz.

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