quarta-feira, 29 de Junho de 2016 13:50h

Base Comunitária Móvel será instalada próximo à faculdade

Importante conquista é um desmembramento do I Fórum de Segurança Pública, realizado no início do mês

O diretor da Faculdade Pitágoras, prof. Francisco Resende, recebeu a visita do Capitão Eisenhower na última semana, para definir a implementação de ações imediatas para melhorar a segurança no entorno do Campus e na região do bairro Manoel Valinhas.

Desde a realização do Fórum e as primeiras ações implementadas, como a instalação de uma Patrulha de Prevenção Ativa (PPA), os índices de criminalidade em toda a região diminuíram consideravelmente. Na última reunião, como ação permanente da PM, foi anunciada pelo capitão a instalação de uma Base Comunitária Móvel (BCM) na Faculdade Pitágoras.

 

 

A BCM foi equipada com uma viatura do tipo Van; com quatro motos patrulha; quatro ciclos-patrulha e uma viatura básica; um Kit para operações e um notebook. A BCM marca um grande esforço do Comando Geral da PMMG para melhorar as condições de trabalho da PM na região e é mais uma ferramenta que visa potencializar as ações de Polícia Comunitária que, de forma sistemática e pontual, proporcionará um ambiente favorável para a identificação, discussão e solução dos problemas de segurança pública, especialmente a busca da redução do medo do crime. 

 

 

 

Para o diretor da Faculdade, esta é uma conquista importante para professores, alunos e toda a comunidade do bairro Manoel Valinhas. “Temos percebido o enorme esforço da PM em fazer a sua parte e nos ajudar no combate à criminalidade. Nosso esforço é contínuo, sabemos das limitações existentes, mas esta conquista, aliada a um trabalho de conscientização que iniciaremos em agosto junto a todos os públicos, tornará nossa região mais segura e menos propensa à ação de criminosos”, afirmou.

 

 

Entretanto, somente a BCM não será a solução de todos os problemas, pois o envolvimento de toda a Comunidade Acadêmica será essencial. “Sabemos que segurança pública é um direito e um dever de todos, como afirma a Constituição. Neste mês de julho, vamos alinhar uma grande frente acadêmica, que envolverá coordenadores, professores e alunos, para que ações efetivas de prevenção sejam implementadas de forma sistemática pela instituição, com o apoio da PM. A prevenção continua sendo o melhor caminho para se evitar a criminalidade”, completou o diretor.

 

 

 

População está 100% mobilizada

Após o I Fórum Sobre Segurança Pública, algumas ações imediatas e necessárias para o entorno da Faculdade e o bairro Manoel Valinhas foram definidas: a implantação imediata de uma Patrulha Preventiva nos bairros que compõem o eixo Manoel Valinhas, Danilo Passos e Vila Romana, o que reforçou muito a segurança e a inibição de delinquentes. Esta visão é compartilhada pelos representantes da comunidade presentes no Fórum e nas discussões rotineiras com as entidades de segurança. “A melhor forma de lutar contra o medo da violência não é só se trancar em casa, cercado de equipamentos de segurança, andar de carros com vidros fechado e outros. Mudança de comportamento, lutar pelos direitos, saber de que forma cobrar dos órgãos competentes, são ações que devem também fazer partes de nossas vidas como cidadão. É a hora de nos unirmos”, afirmou Adalmir Alves, morador do bairro Manoel Valinhas.

 

 

 

Outros pontos definidos foram: a renovação das reuniões da Rede de Vizinhos Protegidos, a elaboração de cartilha de segurança voltada para as pessoas residentes e alunos, a ser impressa e entregue no retorno às aulas (agosto), a realização de palestras sobre autoproteção, a ser ministrada pela Rede de Vizinhos Protegidos, a criação de uma Rede de Alunos Protegidos (onde cada sala haverá multiplicadores das instruções recebidas da PM), a inserção do número de telefone dos Militares da PPA no grupo da Rede Manoel Valinhas, a busca da prefeitura para melhorias da iluminação pública na região, a solução para os lotes vagos e sinalização de trânsito, além da busca de atividades para ocupação dos espaços públicos, de modo que a comunidade ocupe as praças que hoje se encontram tomadas por pessoas desocupadas.

 

 

 

Crédito: Divulgação

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