quinta-feira, 17 de Abril de 2014 06:30h

Bastidores da Policia

O corpo de um garoto de onze anos, que foi encontrado enterrado no interior do Rio Grande do Sul, causou uma grande comoção em todo Brasil.

Mas a pergunta é: Por que esse menino foi morar com o pai?  Enfatizou o juiz, “Isso é dito no Estatuto da Criança e do Adolescente. A reinserção dos vínculos familiares é a providência padrão. Não imaginávamos que tivesse esse desfecho. Porque não havia qualquer informação de agressões. Então, tomamos essa decisão baseada nas premissas legais”.
Está aí o grande problema. A justiça sempre tem um procedimento padrão, e que nem sempre é a solução.
Avó e ex-babá relatam maus-tratos
Avó materna do menino de 11 anos, a aposentada, Jussara Uglione, 73 anos, disse nesta terça-feira (15) que a criança era maltratada. Segundo Jussara, o pai de Bernardo e a madrasta não permitiam que ela visitasse o garoto desde que sua filha e mãe da criança, Odelaine, morreu.
“O menino sofria maus-tratos. Ela (madrasta) não deixava ele entrar em casa enquanto o pai não chegasse. O menino ficava sentadinho na calçada. A Justiça sabia disso porque toda a vizinhança via ele sentado na calçada”, disse Jussara.
Sabia e não fez nada até o desfecho final que culminou com a morte da criança, cuja suspeita é de ter sido por injeção letal. Agora o pai, a madrasta e uma amiga estão presos. Mas, como sabemos muito bem que isso não vai dar em nada, muito breve estarão soltos, em liberdade, e continuarão suas vidas.
Outra pergunta: será que já não passou de hora de reformar o tal ECA? Órfão de mãe, o garoto se queixava de abandono familiar. Segundo a delegada, Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, ele chegou a procurar o Judiciário no início deste ano para falar do assunto. O resultado nós já sabemos e, infelizmente, é muito triste. É preciso deixar, às vezes, de seguir os procedimentos PADRÃO e fazer a real justiça.

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