quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015 04:44h Atualizado em 7 de Janeiro de 2015 às 04:51h. Silvio França

Batidão incomoda moradores, comerciantes e usuários da pista

Usuários da Rua Pitangui como área de esporte e lazer, moradores e comerciantes estão reclamando da grande concentração de pessoas aos domingos. Assim que escurece, começa um grande batidão (baile funk) no local

Segundo os denunciantes, que por medo de represália não quiseram se identificar, o incômodo começa logo que chegam os carros com potentes caixas de som, que acabam atraindo simpatizantes do gênero que se concentram ao redor dos veículos para dançar e paquerar. A concentração acontece principalmente no início da rua.
Além do som alto, o grande número de pessoas no mesmo local tem feito com que veículos fiquem completamente cercados, impedindo que motoristas consigam retirar os carros quando resolvem deixar o lugar. Ainda segundo os denunciantes, em alguns casos, os motoristas chegam a ser ameaçados pelos participantes do batidão.
Muitas brigas também ocorreriam no local, o que tem causado prejuízos aos donos dos bares. Um dos comerciantes teve que fechar as portas mais cedo para evitar danos ao estabelecimento. Outro problema é que quando começam as brigas, muitas pessoas que estão bebendo do lado de fora dos estabelecimentos acabam aproveitando a confusão para sair sem pagar a conta.
Quem utiliza a Rua Pitangui para caminhadas e exercícios também está mudando a rotina e evitando o local após as 19h. As denúncias afirmam que o batidão geralmente começa às 19h e termina por volta da meia-noite, o que também perturba o sossego de quem tem que trabalhar cedo na segunda-feira.
Os denunciantes, que entraram em contato com a Rádio Minas e enviaram fotos da concentração de pessoas, disseram que chegaram a acionar a Polícia Militar, mas que a viatura compareceu ao local, observou e se retirou sem tomar nenhuma providência.
De acordo com o assessor de Imprensa do 23º Batalhão da Polícia Militar, capitão Marco Paulo, nestes casos a Polícia pode agir apenas nos casos em que a briga seja constatada ou que cidadãos incomodados denunciem perturbação do sossego e do trabalho. Ele sugere uma ação conjunta com o setor de posturas e a Secretaria de Trânsito da Prefeitura para tentar coibir os abusos no local. O problema poderá inclusive ser discutido na Associação Comunitária de Assuntos de Segurança Pública.

 

Patrulha do Sossego
Em matéria publicada em outubro do ano passado na Gazeta do Oeste, a falta de denúncias teria reduzido o trabalho da Patrulha do Sossego em Divinópolis. A Patrulha do Sossego nasceu em meados 2010, exatamente para auxiliar no combate dessas ações realizadas em exagero, como as citadas na matéria, que normalmente geram grandes incômodos à população.
A assessoria de comunicação da Prefeitura afirmou na época que as atividades da Patrulha do Sossego estão em funcionamento, porém com fiscalizações esporádicas na cidade. Segundo a assessoria, isso deve-se ao baixo número de denúncias sobre o problema.
Ainda conforme a assessoria, a ação é um trabalho em conjunto da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Seplam), Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans) e Polícia Militar (PM), portanto as fiscalizações ocorrem sempre em consenso com a agenda das demais atividades dos três órgãos envolvidos. Contudo, se faz necessário que haja a participação popular, para direcionar a patrulha direto ao problema.
As denúncias podem ser feitas via 190, no telefone da Seplam (37) 3229-6545, ou ainda pelo portal da Prefeitura, www.divinopolis.mg.gov.br.

 

Crédito: Divulgação

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.