quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012 09:11h Atualizado em 20 de Dezembro de 2012 às 09:13h. Erik Ullysses

Blitze de fiscalização da Lei Seca em Divinópolis não são constantes

Problema ocorre devido à grande demanda em todas as áreas de policiamento da cidade e a um número por vezes insuficiente do efetivo militar.

Em junho de 2008 foi aprovada no Brasil a lei que alterava o Código de Trânsito Brasileiro no que diz respeito a motoristas que fossem pegos dirigindo sob efeito de álcool. A lei apelidada de “lei seca” proíbe que os condutores consumam uma quantidade de bebida alcoólica maior que 0,1 miligrama de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro ou  superior a 2 decigramas de álcool por litro de sangue. Com a alteração da lei passaram a ser constantes em todo o Brasil as blitze para a fiscalização e o seu cumprimento. Com o passar do tempo a fiscalização foi se afrouxando em todo o país. Mas e em Divinópolis, como está a fiscalização da lei seca?
De acordo com o tenente coronel Júlio Teodoro, comandante do 23° BPM, a Polícia Militar de Divinópolis tem apenas um bafômetro, o quê torna difícil uma ação mais efetiva por parte da PM. Além disso a PM enfrenta dificuldades devido a todas as demandas da cidade e a um número de militares que por vezes não é o suficiente para suprir a todas elas, o que faz com que as blitz de lei seca sejam mais raras. “As demandas são muitas, as demandas de todas as ordens. Hoje nós temos um grupo de trânsito que trabalha conjuntamente com a Settrans, principalmente nas blitze. Ou seja, vamos atendendo as demandas, que são muitas. São realizadas blitze em eventos específicos. Mas o certo é que nós temos um grupo de trânsito para atender as demandas todas. Seja de blitz, seja apoiando a patrulha do sossego, em determinados locais quando está com o som muito alto. Então é uma equipe para atender todas as demandas aí na área de trânsito” afirmou.
Para demonstrar as dificuldades encontradas pela Polícia Militar, o comandante exemplificou uma situação que gera uma grande movimentação dos militares. “Se aparece demanda de fim de ano no Lago das Roseiras. É um local que gera muita demanda para a gente. Então falta mesmo um efetivo mais robusto para atender as demandas” garantiu.
O gerente de educação e fiscalização de trânsito da Settrans, Edvaldo Eustáquio Pereira, explicou que a secretaria não pode realizar ações como blitz sozinha, por isso ela presta um suporte à Polícia Militar. Segundo ele, durante as blitze a Settrans dá apoio em questões como a sinalização, com a colocação de cones e cavaletes, e ajudando no planejamento, como os locais onde vão funcionar as blitze.
Edvaldo disse ainda que a secretaria não possui o bafômetro, por não ser de sua responsabilidade este tipo de fiscalização. Apesar de as atenções dos agentes da Settrans estarem voltadas para questões de infração do trânsito, Edvaldo disse que em caso de algum motorista ser flagrado alcoolizado ou com sinais que possam indicar que ele esteja alcoolizado, os agentes acionam a Polícia Militar para que as devidas providências sejam tomadas. Além das blitze de lei seca a Settrans também dá suporte a PM em blitze de rotina e na patrulha do sossego.
Edvado contou que a secretaria e a Polícia Militar devem marcar brevemente uma reunião para discutirem justamente sobre as blitze de lei seca. Ele explicou que na reunião devem ser debatidas formas de se intensificarem essas ações de prevenção.
O motorista que for pego infringindo a “lei seca” estará sujeito a penalidades, como multas, a suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e até mesmo a pena de detenção. A pena pode variar conforme a concentração de álcool por litro de sangue no condutor infrator.

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