segunda-feira, 10 de Outubro de 2016 18:06h PCMG

Caso boate Hangar: Polícia Civil cumpre mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão na capital

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (10), cinco mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva referentes à investigação de lesão corporal sofrida pelo estudante de medicina H.F.P.M., de 22 anos. A agressão ocorreu no dia 7 de setembro deste ano, após uma festa na casa noturna Hangar 677, no bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte.

 

Os mandados foram cumpridos nos bairros Belvedere, Lourdes e Funcionários, na capital. Os alvos de condução coercitiva foram Thiago Mota Vaz Rodrigues, de 20 anos; Hélio Alberto Borja Brum, de 19; e Felipe Alvim Gaissler, de 18. Apenas Felipe não foi encontrado pela polícia, porque se encontra em viagem para o exterior. Também compareceu à delegacia Rafael Batista Bicalho, de 19 anos, que havia sido intimado para prestar depoimento hoje. Nas residências dos investigados, a polícia apreendeu roupas e calçados, que serão analisados para verificar a presença de resquícios de sangue da vítima, além de celulares, para análise.

 

Dos três investigados, apenas Rafael assumiu a agressão contra a vítima, dizendo que deu socos e chutes no estudante. Mas a polícia acredita que pelo menos mais um dos jovens, Thiago, também tenha participado das agressões. Ele foi identificado através de imagens de câmeras de segurança e aparece em uma foto tirada alguns dias após a agressão e obtida pela polícia, utilizando uma bota ortopédica. A polícia acredita que a lesão no pé tenha sido decorrente das agressões feitas por ele à vítima.

 

“Thiago e Bicalho são agressores certos. Os outros permeiam pelo local do crime, como apontam as imagens”, aponta o delegado Flávio Grossi, da 4ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, responsável pelas investigações.

 

A motivação do crime, de acordo com o que foi apontado nas investigações, seria ciúmes que Rafael sentia da ex-namorada, uma estudante de 20 anos, com quem se relacionou por pouco menos de um ano, que estaria saindo com a vítima, há pouco tempo. Em depoimento à polícia, a vítima relata ameaças anteriores feitas por Rafael, feitas também através da rede social facebook.

 

Devido à gravidade das lesões sofridas pela vítima, o delegado acredita, ainda, que a intenção dos autores era matar o jovem. O laudo de atendimento médico do hospital em que o estudante ficou internado após a agressão aponta diversas lesões, entre elas múltiplas escoriações pelo corpo, trauma em face, sonolência, confusão, contusão bifrontal e trauma em seios da face.

 

“Estamos em fase final de investigação. A previsão é de que o inquérito seja concluído entre 10 e 20 dias, com indiciamentos de Thiago e Rafael, pelo menos”, acrescenta o delegado Flávio Grossi.

 

Passagens anteriores pela polícia

 

Hélio, Felipe e Thiago não possuem passagens anteriores pela polícia. Rafael foi investigado por lesão corporal contra a ex-namorada, a mesma que teria sido o pivô do crime cometido próximo ao Hangar 677.

 

Rafael foi preso preventivamente em 16 de setembro deste ano e solto, através de alvará de soltura expedido pela Justiça, no dia 23 de setembro. “Na época, foi necessária a representação da prisão preventiva do investigado, a fim de preservar a integridade da vítima (a ex-namorada), tendo em vista a gravidade dos fatos e últimos acontecimentos entre as partes”, afirma a delegada Ana Paula Balbino, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte, responsável por essa investigação.

 

O inquérito relativo a esse fato foi concluído e enviado à Justiça no dia 23 de setembro. Rafael foi indiciado por crimes relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, lesão corporal, constrangimento ilegal e ameaça.

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