quinta-feira, 1 de Março de 2012 08:40h Atualizado em 1 de Março de 2012 às 10:48h. Liziane Ricardo

CASO DINHO MOURÃO

Um ano e meio após o assassinato do empresário Geraldo Luchesi Mourão, mais conhecido por ‘Dinho Mourão’, que era de família influente na cidade, um dos processos relacionados ao caso, ganha novo desfecho perante as investigações da Polícia Civil

Um ano e meio após o assassinato do empresário Geraldo Luchesi Mourão, mais conhecido por ‘Dinho Mourão’, que era de família influente na cidade, um dos processos relacionados ao caso, ganha novo desfecho perante as investigações da Polícia Civil. Na época do assassinato, o delegado responsável pelo caso, Leonardo Pio, deu início a um processo investigativo em torno de seis pessoas que foram presas por suposto envolvimento com a morte do empresário, incluindo o filho Breno Mourão.
Ao desenrolar do caso, foram apontadas suspeitas envoltas ao delegado, de que o mesmo teria agredido  ou torturado os presos durante os depoimentos. Sob esta ótica, a família de Dinho Mourão, entrou com o pedido de investigação das agressões por parte do delegado, junto a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (ALMG). Sobre o caso, a delegada regional, Aparecida Dutra, comentou que foram recebidas denúncias de tortura e abuso de autoridade envolvendo a equipe que apurou o homicídio na época. “Nós tivemos então, estas denúncias encaminhadas a corregedoria e o processo foi debatido também na Assembleia Legislativa num processo de apuração muito lícito. E dos dois inquéritos instaurados, um foi encaminhado a justiça resultando em três processos. E hoje tivemos então a decisão judicial do arquivamento, onde foram feitas as extrações de cópias que foram encaminhadas à Belo Horizonte”, disse Aparecida Dutra.
A delegada frisou, ao dizer que as acusações de tortura não fazem parte do procedimento de trabalho da equipe da Polícia Civil. “Trabalhamos com muita licitude e legalidade durante a apuração dos inquéritos policiais. No entanto, ficou comprovada a forma transparente com que a Polícia Civil atua no esclarecimento dos crimes”, ressaltou Dutra.
Já o delegado Leonardo Pio, relembra que todos os envolvidos no caso, foram denunciados pelo Ministério Público, tiveram prisão preventiva decretada e ainda tiveram denúncia recebida pelo juiz da 3ª vara criminal de Divinópolis. Com isto, Pio acredita que a Justiça e o MP chancelaram o trabalho da Polícia Civil. “Sempre estive muito tranquilo com relação a todas as acusações. E mesmo com a vinda da corregedoria continuei tranquilo, e o que ocorreu foi que a corregedoria viu o trabalho que foi feito pela policia Civil e também chancelou a transparência do nosso trabalho”, finalizou o delegado.
Os inquéritos concluídos pela corregedoria foram encaminhados a justiça e arquivados.


Com colaboração: Paulo Reis

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