quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012 09:15h Erik Ullysses

Cerca de metade dos 38 assassinatos cometidos em Divinópolis este ano já tem autoria definida

Segundo o delegado Fernando Vilaça, em alguns dos casos em que a autoria está determinada os mandados de prisão já foram expedidos.

Divinópolis já teve 38 homicídios registrados nesse ano de 2012. Alguns deles geraram mais repercussão, como o assassinato de um homem que estava em um carro na Rua Bahia, no mês de março. Já outros não chamaram tanto a atenção da população. Para falar sobre como estão as investigações destes crimes nós conversamos com o delegado regional de Divinópolis, Fernando Vilaça.
Segundo o delegado, do total de homicídios cometidos em Divinópolis em 2012, mais de 20 já tem a autoria determinada, sendo que alguns deste já estão presos ou com o pedido de prisão expedido. “Desses 38 homicídios nós já temos um total de mais de 20 com autoria definida. Os demais já estão bem adiantados no sentido de se chegar aos autores. Alguns que ainda estão meio complicados na autoria. Mas a maioria já está bem adiantada, inclusive já até pedimos a prisão dos responsáveis” afirmou o delegado.
Questionado especificamente sobre alguns casos como o do homicídio da Rua Bahia, Fernando Vilaça explicou que na maioria das ocorrências ele não poderia entrar em detalhes pois correm em segredo de justiça e falar pode atrapalhar nas investigações. “Este caso da Rua Bahia está em investigação. Na verdade tem vários homicídios que não podemos entrar em detalhes por que senão atrapalhamos as investigações. O que eu posso te adiantar é que todos estão sendo investigados, já tem mais de 20 que estão com a autoria definida e alguns outros também já estão bem adiantados” disse.
Apesar da maioria dos crimes já terem autoria definida nem todos os autores tiveram a prisão expedida. O delegado explicou que isso ocorre devido ao fato de serem necessárias provas contundentes para que o suspeito seja preso. “Alguns que tem a autoria definida já estão presos e outros não. Alguns já temos a autoria definida mas nós temos de concluir o inquérito para termos uma prova maior para pedir a prisão. Porque não adianta você pedir a prisão e ficar com o inquérito ali. Quando o delegado da área pede ele já está com tudo definido. Porque a justiça nesse ponto é bem criteriosa. Ela não vai deferir a prisão se você não tiver uma prova contundente” explicou.
Fernando Vilaça explicou que no momento das investigações existem dois tipos de assassinato: o que tem autoria definida desde quando é cometido (quando ocorre o flagrante) e o que não tem. Ele afirmou que normalmente o caso de um assassinato em flagrante é solucionado rapidamente, enquanto o outro costuma se arrastar e em alguns casos chegam a demorar anos. “O crime de homicídio ou você conclui ele rapidamente, que é aquele que foi praticado na frente de todo mundo, em que tem uma autoria definida, ou então ele já é um pouco mais complexo. Porque se você não pegou no flagrante você tem que ter provas bem concretas, provas robustas porque aquilo ali vai para o júri popular, então se não tiver uma comprovação definitiva não adianta. O inquérito de homicídio, ele tem que ser mais lapidado. Nesse sentido ele costuma demorar mais” concluiu

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“Caso Bomba”

 

Um crime que não ocorreu em 2011, mas que também continuou sendo investigado este ano foi o do caso “Bomba”. O comerciante foi morto em setembro de 2011 e gerou grande repercussão pelo fato de as imagens da segurança interna do estabelecimento e que mostravam o momento em que o homem era assassinado terem vazado na internet. De acordo com o delegado Marcelo Nunes, tanto o crime, quanto o episódio do vazamento das imagens não foram solucionados ainda. O delegado disse que praticamente impossível se chegar ao responsável pelo vazamento, devido ao fato de várias pessoas terem estado na cena do crime e alguém pode ter feito as imagens que estavam no computador através de um celular. Já a autoria do crime também é complicada, uma vez que os atiradores estavam escondidos atrás de capacetes e blusas de manga longa. Além disso, segundo Marcelo Nunes, “Bomba” tinha muitos inimigos na cidade.

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