terça-feira, 10 de Março de 2015 12:53h Atualizado em 10 de Março de 2015 às 13:12h. Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

Corpo de adolescente espancado até a morte é velado em São Paulo

O corpo do adolescente de 14 anos que morreu depois de ser agredido por colegas de escola, na quinta-feira passada

O corpo do adolescente de 14 anos que morreu depois de ser agredido por colegas de escola, na quinta-feira passada, está sendo velado hoje (10) em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. Ele estava internado no hospital regional da cidade, depois de dar entrada com  parada cardiorrespiratória. Ele também teve hemorragia cerebral.

A prima do menino, Jéssica Marcela Nogueira, disse ter um documento que confirma o diagnóstico que dá como causa dos problemas agressão física e que há testemunhas da violência contra o jovem, que teria ocorrido dentro da Escola Estadual Doutor José Eduardo Vieira Raduan.

“Está escrito, bem legível, que foi agressão. Agora esperamos o laudo do Instituto Médico Legal para deixar mais claro. Bateram muito nele e causaram perfuração no pulmão, além de furarem uma veia da cabeça. Foi muito feio. Há colegas que disseram que ele foi agredido em um dos corredores da escola”, afirmou Jéssica.

Segundo ela, o adolescente contou que já tinha sofrido anteriormente agressões verbais na escola por ser criado por dois homossexuais, mas que, neste ano, não tinha falado nada. “Dois meninos foram em casa pedir desculpas. Sabemos de outros quatro que participaram [da confusão]. A escola se omite e diz que não houve briga, e sim uma pequena discussão”, acrescentou a prima do jovem morto.

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou que o adolescente deu entrada na última quinta-feira no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos com parada cardiorrespiratória e passou por um processo de reanimação. Os exames detectaram que o garoto teve hemorragia, mas sem apresentar sinais aparentes de agressão física. Entre a data na qual foi internado e o dia do óbito ele passou por mais exames no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, que fica em Mogi das Cruzes, no interior paulista.

A Secretaria de Educação do Estado informou que não tem registro de agressão e que a Polícia Civil está investigando o caso. Segundo informações da assessoria de imprensa, a agressão não foi dentro da escola, portanto, não há o que a secretaria possa dizer.

A Secretaria de Segurança Pública não respondeu à solicitação de informações.

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