quinta-feira, 21 de Junho de 2012 10:43h Atualizado em 21 de Junho de 2012 às 10:51h. Gazeta do Oeste

Corpo de Eliza não foi jogado aos cães, foi encenação

Foi o primo de Bruno, na época menor de idade, que contou à polícia que o corpo de Eliza havia sido esquartejado e dado aos cachorros de Bola, da raça rottweiler.

O corpo de Eliza Samudio não foi jogado aos cães. O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como seu executor, teria encenado o ato com carne de animais para poder despistar seus comparsas e evitar que qualquer pessoa soubesse o que aconteceu com o corpo e assim incriminá-lo. Eliza teria sido assassinada a mando do goleiro Bruno Fernandes, 27, para que ele não tivesse que assumir a paternidade do filho dos dois.

 

A revelação foi feita pelos delegados Alessandra Wilke e Edson Moreira, durante o programa "Até Que a Morte nos Separe", do canal a cabo A&E. O documentário intitulado "Penalidade Máxima - Seria o Goleiro Bruno o Mandante da Morte de Eliza Samudio?" foi ao ar no fim da noite de terça-feira.

 

A afirmação dos policiais jogou por terra um dos detalhes mais chocantes de toda a investigação. "Era um crime absolutamente inimaginável. Uma história horrorosa. Mas não conseguimos comprovar os fatos. A carne realmente foi dada ao cães, mas não era carne humana", disse Edson Moreira.

 

Foi o primo de Bruno, na época menor de idade, que contou à polícia que o corpo de Eliza havia sido esquartejado e dado aos cachorros de Bola, da raça rottweiler. Na época, a polícia recolheu os dez cães do suspeito. Os animais passaram por exames para ver se eles haviam comido o corpo de Eliza.

 

O resto da história anteriormente divulgada, de que Eliza foi levada até a casa de Bola para ser assassinada foi confirmado. Além disso, os policiais reafirmam que ela morreu estrangulada. Antes disso, ela teria reclamado que havia apanhado muito e como resposta teria ouvido de Bola: "você não vai mais apanhar, você vai morrer". O ex-policial teria ainda pedido aos comparsas para deixar o quarto para que ele pudesse dar um destino ao corpo.

 

Profissão. O episódio também retratou a infância pobre e a vida profissional de Bruno. Para isso, contou com depoimentos de Cláudio Dalledone Junior, advogado do goleiro por quase um ano, e do jornalista Juca Kfouri. "Bruno era o goleiro do time de maior torcida do Brasil. Estava na sua melhor fase, mas estragou tudo. Perdeu a cabeça", opinou Juca.

 

A defesa de Bruno, que tentou barrar a exibição do episódio, informou que vai pedir uma indenização por danos morais. "A TV assumiu o papel do Judiciário. Afirmou que Bruno é culpado", disse Eduardo Pimenta.

 

 

 

 

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