terça-feira, 24 de Julho de 2012 16:33h Camila Caetano

Cresce em 55% o número de dependentes químicos menores de 12 anos, em Minas Gerais

De acordo com os dados do Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (SOS Drogas) cresce constantemente o número de dependentes químicos em Minas Gerais que começam a fazer o uso de entorpecentes antes dos 12 anos, os registros mostram que passou de 384 em 2009 para 598 em 2011, aumentando o índice em 55%.

 


Na faixa etária entre 12 e 17 anos o número também elevou, passando de 1.283 em 2009 para 2.224 em 2011, ou seja, aproximadamente 73%.

 

Ainda segundo informações da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas, o crack está entre a substância usada com mais frequência. A estatística indica que do total de 3.157 dependentes no estado, 57% afirmaram utilizar essa droga.

 

Apesar dos números serem altos, o Estado de Minas ainda não oferece um tratamento adequado e específico para os jovens menores de 18 anos. Das 28 unidades terapêuticas, totalizando 970 vagas, apenas 6 recebem crianças e adolescentes. Além da quantia ser insuficiente, o tratamento também não é bem direcionado ao tipo de dependente.

 

Outro fator que preocupa é a situação agravante do tráfico de drogas em Minas Gerais, sendo que, muitos traficantes aproveitam de crianças e adolescentes para comercializarem as substâncias, colocando-as em contato direto com as drogas, tornando-as dependentes muito cedo, como indica os dados descritos anteriormente. Neste sentido, um dos focos das autoridades é a repressão ao tráfico, que ultrapassa as ações preventivas.

 

Ações para diminuir o tráfico de drogas são discutidas pelas autoridades em Minas Gerais


A Secretaria de Estado de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Rodoviária Federal (PRF) se reuniram nessa última semana com o intuito de buscar algumas soluções práticas a fim de realizar maior repressão em relação ao tráfico de drogas. Deste modo, as instituições farão uma ação integrada, com todos cooperando para poder ter maior agilidade nos julgamentos desses delitos, já que muitas vezes a impressão que a sociedade tem é de impunidade, neste sentido, é necessária uma condenação mais eficaz dos traficantes. 

 


Segundo informações, durante o evento, diversos novos procedimentos operacionais foram discutidos, como a discriminação, no boletim de ocorrência, da quantidade de drogas apreendidas com cada preso, classificação do tipo de uso da arma utilizada nos laudos e retorno mais consistente, ao Poder Judiciário, do resultado dos pedidos de busca e apreensão concedidos, mais antecedência nos pedidos de prisão preventiva, transferência de alguns detentos para presídios federais, entre outros pontos também importantes.

 


É válido ressaltar que outras reuniões com esse mesmo objetivo serão realizadas nesse mês, dando continuidade a essas ações, que por fim serão implementadas em todo o estado. 

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