quinta-feira, 18 de Abril de 2013 06:48h Atualizado em 18 de Abril de 2013 às 07:07h. Erik Ullysses

Crimes cibernéticos têm grande aumento no país

Segundo a delegada Angelita Viviane de Oliveira, os crimes cibernéticos mais comuns registrados na cidade estão relacionados a compras em sites não seguros. Crimes sexuais e de pedofilia, também são registrados

Os crimes cibernéticos são cada vez mais comuns em todo o Brasil. De acordo com o Symantec, companhia americana de software de segurança, no ano de 2011 o brasileiro gastava em média 2.500 reais para resolver os problemas causados por crimes cibernéticos. Ainda de acordo com a companhia, neste mesmo ano o Brasil empatava com a Índia no índice de pessoas que já haviam sido vítimas do cibercrimes. Os dois registraram o número de 76% na pesquisa, superando os Estados Unidos com 73% e ficando atrás apenas da China com 83%. Assim como em todo o país, Divinópolis também vem registrando um aumento significativo deste tipo de crime. Desde os mais simples, como o raqueamento de perfis de redes sociais e e-mails, passando por casos de golpes em compras efetuadas em sites não seguros, até os mais graves, como os crimes sexuais.
Segundo a delegada Angelita Viviane de Oliveira, os crimes cibernéticos mais comuns registrados em Divinópolis são exatamente as compras efetuadas em sites que não são confiáveis. Criminosos criam sites falsos de compras na internet e muitas vezes o consumidor não averigua a confiabilidade do mesmo. São comuns, segundo a delegada, pessoas que compram eletrodomésticos, sem os mesmos existirem. Este tipo de crime se configura como estelionato. “Pessoas que compram por sites não seguros. As pessoas devem ficar atentas neste sentido. Quando for fazer compras averiguar o site. Às vezes a pessoa compra um celular, uma geladeira, e o produto não chega. Tem como averiguar se os sites são seguros pela própria internet. Com os avanços tecnológicos, infelizmente como a demanda é grande, tem pessoas que se aproveitam disso para cometer crimes. Tudo que a pessoa for mexer na internet ela tem que averiguar antes” ressaltou a delegada.
Outro problema freqüente é o crime sexual na rede. Bem como as páginas fakes de sites de compras, também são comuns os perfis falsos nas redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. Muitas vezes estes falsos perfis são utilizados para que crimes sexuais possam ser cometidos. “Tem pessoas que criam um perfil falso de outra pessoa. Às vezes até com foto. Elas vão em outro perfil da rede social e buscam as fotos da pessoa e começam a conversar com outras pessoas com esse perfil falso. Começa a mandar mensagens, começam a ameaçar. Então o que a gente orienta também é não ficar colocando fotos de crianças, fotos comprometedoras” afirmou.
Uma forma bem comum de fotos e vídeos íntimos “vazarem” na internet são através do término de relacionamentos. Angelita afirmou que por muitas vezes ao término da relação, uma das partes joga na internet vídeos e fotos que foram feitas na intimidade do até então casal. As vítimas normalmente procuram o apoio especializado nas delegacias, onde é aberto um procedimento para investigar a origem das imagens. Uma forma de auxiliar nas investigações é através da impressão das páginas que foram publicadas na grande rede.
No final do ano passado em Divinópolis algumas fotos intímas de uma adolescente de 16 anos acabaram “caindo na rede” e se espalharam pela rede social. Um caso famoso de fotos intimas que também foram parar na internet é o da atriz Carolina Dieckmann. Após ter seu computador invadido por hackers, seus e-mails vasculhados e as senhas de seus cartões de crédito descobertas, a atriz teve fotos em situações comprometedoras roubadas. Ela chegou a ser ameaçada por parte dos criminosos. Recentemente foi aprovada uma lei em seu nome que criminalisa a invasão de dispositivos, como computadores, celulares e tablets.
Outro ponto ressaltado pela delegada Angelita é a pedofilia na internet. Os pedófilos também se escondem atrás de falsos perfis para conversar e manter uma relação com as crianças e adolescentes. Muitas vezes eles utilizam de fotos de crianças em seus perfis para manterem este contato e marcar encontros com as crianças. A delegada aconselha aos pais que além de fiscalizarem os sites em que os filhos navegam, devem também regular o horário em que eles entram na internet. De acordo com ela, é preferível que as crianças entrem na internet em horários e dias alternados, evitando assim que os filhos criem uma rotina que possa ser identificada pelos pedófilos.

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