quinta-feira, 11 de Agosto de 2011 09:47h Atualizado em 11 de Agosto de 2011 às 10:00h. Natalia Santos

Crimes que chocaram Divinópolis, um ano depois

Caso Dinho Mourão terá reviravolta segundo o deputado Durval Ângelo

Entre os dias 09 e 12 de agosto de 2010 ocorreram dois crimes que abalaram a sociedade de Divinópolis. Emoção e revolta marcaram o enterro da psicóloga Kassiane Rodrigues Maia, de 29 anos, brutalmente assassinada pelo ex-namorado Dirceu Quadros que confessou o crime. O outro assassinato foi do empresário Dinho Mourão, o qual o caso se estendeu e ainda não se tem o autor do crime. O delegado responsável pelos dois casos, Leonardo Pio está de férias e não pode falar sobre os acontecimentos. A equipe da Gazeta do Oeste entrou em contato com o deputado Durval Ângelo responsável repassar o caso para a Corregedoria da Polícia Civil, e que informou ter novidades sobre o crime e uma possível reviravolta.

 

 

Assassinato psicóloga

 

No dia 08 de agosto de 2010, uma mulher de 29 anos foi brutalmente assassinada pelo ex-namorado. O cinegrafista Dirceu Quadros, de 30 anos na época, invadiu o consultório da psicóloga Kassiane Rodrigues Maia e a matou com nove facadas. Segundo testemunhas, Kassiane seguia para mais um dia de trabalho no seu consultório, localizado no centro, em frente ao Fórum. No edifício há um sistema de monitoramento de segurança. Uma das câmeras, que fica logo acima da porta do consultório de Kassiane, registrou o início da discussão. A filmagem mostra o cinegrafista exaltado, estrangulando a ex-namorada. Dias antes do assassinato, Dirceu ameaçou se suicidar caso a psicóloga não reatasse o namoro.

 

 

Kassiane e Dirceu namoraram durante três anos e moraram um ano juntos. Dois meses antes de ser assassinada, Kassiane terminou o relacionamento e, desde então, o cinegrafista se mostrou inconformado. Dirceu foi duas vezes ao consultório da vítima na tarde do crime. Na última vez, ele esperou Kassiane por cerca de cinco minutos. Logo que ela saiu do elevador, os dois começaram a discutir. Ele estrangulou a ex-namorada e a arrastou para dentro do consultório. Em seguida, a psicóloga foi morta com nove facadas. A Polícia Militar foi acionada no momento em que o crime acontecia e Dirceu foi preso quando saía do prédio. Ele tentou fugir, mas foi alcançado pelos militares. Dias depois, Dirceu confessou o crime, e foi preso como continua até hoje.

 


Caso Dinho

 

Na mesma semana do assassinato de Kassiane, no dia 12 de Agosto de 2010, o empresário Dinho Mourão foi assassinado dentro do seu carro as margens da MG-050. A vítima estava baleada e caída no banco de trás do veículo. Com o empresário, foram encontrados dinheiro e objetos de valor, aparentemente, nada foi levado pelos criminosos. De acordo com testemunhas, a vítima saiu do motel (onde morava e que era de sua propriedade), localizado na rodovia Tancredo Neves, acompanhado de uma pessoa que usava boné.

 

 

Quase 60 dias após o assassinato de Geraldo Lucchesi Mourão, um dos homicídios mais misteriosos de Divinópolis, a Polícia Civil põe fim ao caso e prende temporariamente seis pessoas por participação no crime, entre elas, um dos filhos da vítima, fruto do primeiro casamento. A motivação do crime seria patrimonial e custou ao mandante dois quilos de maconha e meio quilo de crack.

 

Na época, o delegado de crimes contra a vida, Leonardo Pio, afirmou ter elucidado o caso, apresentando à imprensa seis supostos envolvidos. Willian Adriano de Castro, Alexander de Castro (irmão de Willian), Luis Felipe Gonçalves de 21 anos, estariam envolvidos no fornecimento da droga e na mediação, Saulo Cândido Castilho como executor, Anderson Fernando Silva, também envolvido com o tráfico de drogas na região dos bairros Nossa Senhora das Graças e Interlagos e por fim, Breno Resende Lucchesi Mourão, filho de Dinho Mourão, apontado pelos detidos como o mandante do crime. Os seis envolvidos foram presos, fato que revoltou a família de Breno, a qual alegou não existir nenhuma prova contra o filho do empresário. Breno Mourão foi ouvido e apresentou nova versão sobre os fatos, versão essa que contradiz o depoimento dos demais envolvidos no crime. No final de novembro de 2010, o filho da vítima, Breno Mourão foi solto, devido a não comprovação de sua participação no crime.

 

 


ALMG

 

O caso se entendeu e provocou confusão na cidade. O deputado estadual e membro da Comissão de Segurança Pública, Durval Ângelo esteve em visita a Divinópolis para acompanhar de perto sobre o caso do assassinato do empresário Dinho Mourão. Neste período os envolvidos estavam denunciando a polícia sobre terem sido coagidos a falar sob ameaças e torturas. Nossa equipe entrou em contato com o parlamentar para falar sobre o caso. Este, relatou que a apuração já está em fase final e que nos últimos meses foi designada uma nova equipe para investigação. Através da assessoria de imprensa, Durval informou que já existem novos fatos e que certamente o caso passará por uma reviravolta. 

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