sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012 18:39h Atualizado em 11 de Fevereiro de 2012 às 10:36h. Paulo Reis

Criminalidade virtual persiste

O articulador do crime virtual não escolhe uma determinada faixa etária, nem muito menos o grau de escolaridade das vítimas. Na maioria das vezes este ato ilícito é praticado por pessoas maliciosas e com forte poder de persuasão

Há pelo menos uns 15 anos esse tipo de crime era comum em filmes de ficção. Atualmente se tornou praticamente uma epidemia, com o advento da tecnologia principalmente da internet e do celular.
Quem não ficaria tentado ao ler uma mensagem lhe oferecendo carros, viagens, produtos diversos por um depósito bancário de uma quantia razoável,a altura dos padrões da vítima.
Infelizmente este tipo de crime ainda atinge grande parte das pessoas que se sentem tentadas quando são submetidas às propostas oferecidas pelos bandidos, que na verdade pretendem extorquir o dinheiro alheio.
Não há uma idade específica para ser atingido por uma situação dessas. O importante é estar atento quanto a não dar prosseguimento ao que é solicitado nestas propostas que mesmo tentadoras são perigosas. 
A palavra que mais bem define esse tipo de ação delituosa é sedução. Grande parte são propostas apresentadas de uma forma cativante e que dependendo também do estado psicológico da pessoa, faz com que ela acredite no que é ofertado.
Outra modalidade deste crime é cometido também nas portas de casas lotéricas e bancos, quando as pessoas são abordadas e como estão ou estavam com dinheiro são seduzidas a depositar ou passar determinada quantia de dinheiro para outrem.
Já houve casos de pessoas que deixaram bolsas inteiras com dinheiro em troca de propostas que não passavam de atitudes maliciosas.
Quem não fica balançado diante de propostas de grandes quantias de dinheiro não é mesmo, mas é aí que reside o perigo e até um ditado popular que ilustra essa situação: “Quando a esmola é demais o santo desconfia”.
E deve realmente desconfiar, principalmente diante de tantas facilidades para a prática de crimes existentes hoje na sociedade principalmente os que almejam dinheiro.
Outro setor que também é atingido por esses tipos de golpe são os bancos que também se tornam vítimas destes criminosos que abrem contas fictícias para receber os depósitos exigidos. Nenhum golpista terá a ingenuidade de usar dados próprios para identificar uma conta, caso fosse dessa forma, estes seriam facilmente desmascarados.
Este tipo de conta bancária é aberta com a apresentação de documentos falsos ou roubados, nos quais os verdadeiros titulares não tem a mínima consciência de como seus nomes estão sendo usados de forma fraudulenta.
Os telefones pré-pagos também batem o recorde de envolvimento nessas fraudes, pois a facilidade de se ter a concessão de uma linha é muito grande. Neste caso as pessoas devem ficar atentas a ligações recebidas de outros DDD’s, ou seja, dos quais não conheça ou ainda não possua amigos ou parentes.
As pessoas que praticam esses crimes possuem um alto grau de persuasão e convencimento, o que no popular está conhecido por lábia. Cinco minutos bastam para conseguir criar um laço de afetividade com as vítimas, afirma Gildeilson Almeida, Delegado de Estelionato.
Como em qualquer outro centro urbano ou rural esse tipo de golpe é presente também em Divinópolis. Os mineiros por vezes se mostram mais suscetíveis a cair nestes golpes pelo jeito amistoso de tratamento.
Gildeilson reforçou que a conscientização ainda é uma forte arma para combater esse tipo de crime e que de forma alguma, jamais, as pessoas devem efetuar depósito ou transferência bancária em favor de pessoas desconhecidas. É importante sempre finalizar uma compra com o pagamento seja por internet ou por telefone após receber a mercadoria. E ao sinal de qualquer ilegalidade desta ou de outra situação a vítima deve acionar a Polícia.

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