segunda-feira, 1 de Dezembro de 2014 08:28h Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Cúpula de segurança do Rio se reúne para tratar de violência contra policiais

O número de policiais mortos este ano tem preocupado a cúpula da segurança pública do governo do Rio de Janeiro

De janeiro a novembro, 105 policiais militares foram mortos, dos quais 17 em serviço e 88 de folga, a maioria deles por reagir a ação de criminosos. Para tratar da questão da segurança, o secretário José Mariano Beltrame se encontrará hoje (1º), com o comandante-geral interino da Polícia Militar (PM), coronel Íbis Pereira, e o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, além de integrantes de órgãos de inteligência. O objetivo é avaliar ações de resposta imediata ao crime organizado.

A morte, na última sexta-feira (28), do cabo do Exército Michel Mikami, de 21 anos, no Complexo da Maré, levou o governador Luiz Fernando Pezão a anunciar que pretende conversar com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele quer manter a força de pacificação no local após o dia 31 de dezembro, prazo inicialmente previsto para a saída das tropas federais. Segundo o governador, a ideia é que a força continue ocupando a região até a formatura de novos policiais militares.

"Uma comunidade [Complexo da Maré] ao lado da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, perto do Galeão, que tinha um nível de violência inimaginável. Uma região que o tráfico dominou por mais de 30 anos. Isso mostra a dificuldade que nós temos. E, se não fosse essa parceria com a presidenta Dilma e as Forças Armadas, dificilmente conseguiríamos ter êxito na nossa política de pacificação", afirmou Pezão.

A Polícia Militar já formou, neste ano,  4,5 mil policiais.  Com a formatura de mais uma turma de 400 militares, neste mês, a corporação contará com 4,9 mil policiais até o final do ano. Para 2015, a meta da corporação é formar mais 6 mil, que atuarão no policiamento ostensivo e repressivo e no efetivo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

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