terça-feira, 9 de Outubro de 2012 10:58h Erik Ulysses

Defensoria Pública de Divinópolis precisa de no mínimo mais três defensores

Após quase quatro meses da inauguração da nova sede da Defensoria Pública de Divinópolis, na Rua Coronel Júlio Ribeiro Gontijo, bairro Esplanada, o Gazeta do Oeste conversou com o coordenador local da Defensoria, Pablo Alfonso Cano Prais, para saber como está a situação dos defensores de Divinópolis, a celeridade dos processos, bem como a estrutura de trabalho dos mesmos.

 

Pablo Prais destacou que após a inauguração da nova sede e a transferência da Defensoria Pública para ela os defensores ganharam muito, uma vez que a infra-estrutura é melhor do que a anterior, os materiais são melhores e ela é mais equipada, além de conseguirem atender ainda mais a população. Apesar de todos esses avanços Prais ressaltou que ainda faltam defensores para atenderem toda a demanda de Divinópolis. “A defensoria é um órgão estadual e depende de orçamento, depende de verba. O governo do estado precisa dar mais condições para a defensoria. Ter mais defensor para ela poder atender melhor à população, para ela poder preencher melhor essas lacunas que ainda existem. Melhorou? Melhorou, porque primeiro, que acabou as reclamações que a gente tinha. Quer dizer, isso é um bom sinal. Nós estamos conseguindo atender mais, tem uma sede própria. Em termos de infra-estrutura, de materiais, nós estamos bem servidos, isso é inegável. Mas ainda assim, precisa investir mais em concurso, ter mais defensores” afirmou o defensor.

 

O coordenador local contou que em alguns setores faltam defensores para atenderem a todos os casos da forma que para ele seria ideal. “Na verdade, nós temos algumas locais de justiça, algumas Varas que estão desprovidas de defensor. Vou te dar um exemplo: O Juizado Especial Civil. As Varas Cíveis do Fórum também não tem defensor público. Por outro lado houve uma melhora sim, essa questão da sede própria foi muito boa ter resolvido. Nós estamos atendendo mais pessoas, mas estamos com essas lacunas” falou Pablo. O defensor público também disse que faz falta uma sala da defensoria nas dependências do Fórum.

 

Ele voltou a ressaltar os avanços com a nova sede, mas afirmou que a falta de defensores é o principal entrave para a Defensoria da cidade. “O retrato principal: houve avanços de vários aspectos para o defensor público e para a infra-estrutura, mas ainda eu acho que essa carência de material humano está fazendo muita falta. Acho que o principal problema em Divinópolis é o quadro reduzido de defensores” contou Pablo.

 


O coordenador contou que em Divinópolis trabalham atualmente nove defensores públicos. Para ele, o ideal para atender a todos os casos de forma rápida e sem acúmulos de processos seria necessário no mínimo 12 defensores. “Somos nove defensores e o ideal seriam 12, o necessário seriam 12. Ou seja, o mínimo teria que ser 12 e nós temos nove, então realmente nós estamos abaixo do mínimo” afirmou.

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