segunda-feira, 18 de Junho de 2012 11:29h Atualizado em 18 de Junho de 2012 às 11:46h. Gazeta do Oeste

Defesa de Bruno quer barrar documentário que fala sobre Eliza

Segundo o advogado Rui Pimenta, o pedido se deve à recusa da emissora de dar detalhes sobre o documentário e de um possível prejuízo que ele pode trazer a seu cliente.

A defesa do goleiro Bruno Fernandes entrou na Justiça com um pedido para suspender o episódio da série "Até que a Morte nos Separe", do canal de televisão fechado A&E, que traz o jogador como personagem principal. Segundo o advogado Rui Pimenta, o pedido se deve à recusa da emissora de dar detalhes sobre o documentário e de um possível prejuízo que ele pode trazer a seu cliente.

 


O episódio intitulado "Penalidade Máxima. Seria o goleiro Bruno o mandante da morte de Eliza Samudio?" está marcado para ir ao ar às 23h de amanhã. Ele trata do processo em que o jogador é acusado de sequestrar, manter em cárcere privado e matar sua ex-namorada. Tudo para não ter que reconhecer a paternidade do filho que os dois tiveram.

 

Para a defesa do goleiro, Bruno não pode ser "marginalizado" na televisão sem ter a chance de se defender. "Eles (A&E) não nos passaram um roteiro do que vai ocorrer no programa. Tinham que ter feito isso de forma antecipada. Não está certo, pois pode prejudicar o Bruno", disse Pimenta.

 

O site da emissora traz para seus expectadores um extrato de um minuto e 31 segundos do episódio. As imagens resgatam aquela que foi uma das principais polêmicas durante a investigação da Polícia Civil: a briga entre Bruno e o delegado Edson Moreira.

 

O goleiro aparece durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa mineira, no ano passado, denunciando um suposto pedido de suborno de R$ 2 milhões do policial. Em troca, o delegado o inocentaria e colocaria a culpa em seu primo, na época menor de idade. Assim como fez há um ano, Moreira negou a acusação.

 


"Esses R$ 2 milhões eu conseguiria em um estalar dos dedos, mas não é assim que se resolve as coisas. Ele ainda perguntou o que eu acharia se eu encontrasse pedaços da minha filha espalhados por Minas", disse o acusado. "Ele (Bruno) é um monstro, um criminoso, que tinha tudo na vida e jogou pelo ralo por banalizar a vida alheia", rebateu o delegado.

 


A mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura, 46, participa documentário. Ela não deu detalhes de sua atuação, já que ‘combinou de não se pronunciar sobre o programa antes de sua exibição". "Gravei uma entrevista no último dia 14. Eu falei apenas sobre a vida da minha filha, nada mais do que isso. Não falei sobre o Bruno", disse.

 


Argumento. De acordo Rui Pimenta, o pedido contra a exibição do programa foi feito na semana passada, na Justiça paulista. "Meu filho, que também é advogado, foi quem entrou com a ação lá para mim . Eu espero que a exibição seja cancelada. Caso o programa seja exibido, iremos analisar o episódio para tomar novas medidas", afirmou.

 


A assessoria de imprensa do A&E informou que ainda não recebeu nenhuma notificação da Justiça sobre o pedido da defesa de Bruno e, por isso, não iria comentar o assunto.

 

 

 

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