quinta-feira, 8 de Maio de 2014 06:48h Atualizado em 8 de Maio de 2014 às 06:52h. Anna Paula Rodrigues

Delegados da Polícia Civil pedem valorização e reconhecimento da carreira

Em coletiva, os delegados da Polícia Civil apresentaram os motivos das paralisações que vêm fazendo e pedem melhorias para a categoria.

Na tarde de ontem, no Auditório da Delegacia de Polícia Civil em Divinópolis, sete delegados de Divinópolis e região falaram sobre os motivos das paralisações que reivindicam melhores salários para a classe. Em coletiva à imprensa, eles afirmaram que o objetivo das paralisações é mobilizar o governo do Estado em busca de valorização e reconhecimento da carreira.
Atualmente, em Divinópolis, a Polícia Civil atua nas áreas de investigação, emissão de Carteiras de Identidade e de Habilitação. São 12 delegados atuantes, quando o ideal seria no mínimo 15.
“A Constituição trata todas as carreiras jurídicas por igual, no entanto, hoje, no Estado de Minas Gerais, um delegado de Polícia recebe menos da metade de um defensor público. Ou seja, quem é pago para defender um criminoso recebe um salário maior o daquele que é pago para prender. Onde se fala tanto em impunidade, o Estado mostra formas diferentes de tratar quem defende e quem prende”, afirma o delegado Wesley.
Sobre uma possível continuação do movimento, o delegado, Leonardo diz que “a tendência neste momento é que nós abrimos as portas com o governo do Estado para rediscutir a situação da carreira do delegado de Polícia, onde será discutido um plano de cargos e salários, reconhecimento efetivo e, principalmente, instrumentalização das forças de segurança no intuito maior da prestação de serviços à sociedade.”
Embora exista a paralisação, os delegados ainda permanecem nas delegacias. “A paralisação acontece porque temos a necessidade de sensibilizar o governo e contar com o apoio da população. A adesão aconteceu em todo o Estado, e espera-se que o governo reconheça a importância que o delegado de Polícia Civil tem para a sociedade e para a segurança pública. A Polícia Civil de Minas Gerais é uma das melhores no país, reconhecida em território nacional e internacional, pois atua com força e vigor na defesa da população. E é preciso a valorização do governo, pois estamos sendo desvalorizados, especialmente se comparados às demais carreiras jurídicas, por isso buscamos melhor coerência de tratamento nas carreiras jurídicas”, alega o delegado, Quintão.
Segundo o delegado, Marcelo, a carreira é uma das que mais trabalha. “No último feriado, [1º de maio] todos os órgão jurídicos emendaram o feriado menos a Polícia Civil. Tivemos expediente de 8h às 18h e ainda funcionamos em regime de plantão. É a [carreira jurídica] que mais trabalha e a que menos recebe, sem contar o acúmulo de processos, o que torna humanamente impossível a prestação de um serviço de qualidade à população”, afirma.
“Buscamos uma valorização não só salarial, mas de estruturação conjuntural com as demais carreiras”, finalizou o delegado, Marcos. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas) e representantes estão discutindo os rumos das negociações.

 

 

Na tarde de ontem, no Auditório da Delegacia de Polícia Civil em Divinópolis, sete delegados de Divinópolis e região falaram sobre os motivos das paralisações que reivindicam melhores salários para a classe. Em coletiva à imprensa, eles afirmaram que o objetivo das paralisações é mobilizar o governo do Estado em busca de valorização e reconhecimento da carreira.
Atualmente, em Divinópolis, a Polícia Civil atua nas áreas de investigação, emissão de Carteiras de Identidade e de Habilitação. São 12 delegados atuantes, quando o ideal seria no mínimo 15.
“A Constituição trata todas as carreiras jurídicas por igual, no entanto, hoje, no Estado de Minas Gerais, um delegado de Polícia recebe menos da metade de um defensor público. Ou seja, quem é pago para defender um criminoso recebe um salário maior o daquele que é pago para prender. Onde se fala tanto em impunidade, o Estado mostra formas diferentes de tratar quem defende e quem prende”, afirma o delegado Wesley.
Sobre uma possível continuação do movimento, o delegado, Leonardo diz que “a tendência neste momento é que nós abrimos as portas com o governo do Estado para rediscutir a situação da carreira do delegado de Polícia, onde será discutido um plano de cargos e salários, reconhecimento efetivo e, principalmente, instrumentalização das forças de segurança no intuito maior da prestação de serviços à sociedade.”
Embora exista a paralisação, os delegados ainda permanecem nas delegacias. “A paralisação acontece porque temos a necessidade de sensibilizar o governo e contar com o apoio da população. A adesão aconteceu em todo o Estado, e espera-se que o governo reconheça a importância que o delegado de Polícia Civil tem para a sociedade e para a segurança pública. A Polícia Civil de Minas Gerais é uma das melhores no país, reconhecida em território nacional e internacional, pois atua com força e vigor na defesa da população. E é preciso a valorização do governo, pois estamos sendo desvalorizados, especialmente se comparados às demais carreiras jurídicas, por isso buscamos melhor coerência de tratamento nas carreiras jurídicas”, alega o delegado, Quintão.
Segundo o delegado, Marcelo, a carreira é uma das que mais trabalha. “No último feriado, [1º de maio] todos os órgão jurídicos emendaram o feriado menos a Polícia Civil. Tivemos expediente de 8h às 18h e ainda funcionamos em regime de plantão. É a [carreira jurídica] que mais trabalha e a que menos recebe, sem contar o acúmulo de processos, o que torna humanamente impossível a prestação de um serviço de qualidade à população”, afirma.
“Buscamos uma valorização não só salarial, mas de estruturação conjuntural com as demais carreiras”, finalizou o delegado, Marcos. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas) e representantes estão discutindo os rumos das negociações.

 

 

Crédito da foto : Carina Lelles

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