quinta-feira, 12 de Novembro de 2015 09:02h Atualizado em 12 de Novembro de 2015 às 09:04h. Pollyanna Martins

Despachantes são suspensos por suspeita de fraude no emplacamento de veículos

Eles estão proibidos de exercerem a atividade de despachante, pois falsificavam taxas de selagem de placas

A Polícia Civil (PC) descobriu um esquema fraudulento de despachantes de Divinópolis.  A Operação Zaqueu investiga seis despachantes da cidade, que falsificavam taxas de selagem de placas. A investigação começou há doze dias, e ainda não se sabe quando a fraude começou, mas todos os suspeitos ouvidos confessaram o crime. A Polícia Civil apreendeu, até o momento, 73 guias falsificadas.
De acordo com o delegado de trânsito, Leonardo Pio, os suspeitos emitiam a guia (DAE) e simulavam o pagamento no verso do documento. “Eles [despachantes] montavam, na verdade, comprovantes de pagamento, induzindo o servidor que trabalha no setor ao erro, como se a taxa estivesse paga”, explica. Os despachantes envolvidos são: Felipe Despachante (Praça do Mercado); Joana Despachante (Rua Bambuí); Roda Despachante (Rua Goiás); Paulinho Despachante (Rua Minas Gerais); Flávio Despachante (Rua Delfinópolis); Diniz Despachante (Praça do Mercado).
O esquema funcionava da seguinte maneira: o cliente pagava o valor de R$ 46,29 pela taxa ao despachante, e o mesmo, em um programa no computador, falsificava o comprovante de pagamento, e apresentava a guia supostamente paga no Departamento de Transito (Detran) de Divinópolis. Foram apreendidos oito computadores, um pen drive, R$ 1.764 em dinheiro e dois cadernos de movimentação de caixa. Conforme o delegado, os despachantes agiam de forma isolada. A investigação continuará para averiguar se outros despachantes também praticam o crime. “O usuário pagou a taxa para o despachante, mas o despachante embolsava esse dinheiro, montando o comprovante. Cada despachante montou o seu esquema sozinho, não existe uma quadrilha, e eles confessaram o crime”.
As suspeitas acerca do golpe iniciaram após uma auditoria no sistema, pois os dados não “batiam”. Segundo o delegado regional, Fernando Vilaça, foi constatado que algumas taxas não haviam sido recolhidas e o serviço foi prestado. Ainda de acordo com o delegado Leonardo Pio, os suspeitos estão proibidos de exercerem a atividade de despachante. “Nós já temos confirmados que mais de 70 taxas deixaram de ser recolhidas nos cofres do Estado. Eles estão proibidos de exercerem as atividades junto à Delegacia de Trânsito”, explica. Os suspeitos responderão por estelionato, falsificação de documento particular e crime contra a ordem tributária. O valor que deixou de ser arrecadado ainda não foi calculado.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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