sexta-feira, 20 de Maio de 2016 09:06h Polícia Civil de Minas Gerais

Desvendado homicídio envolvendo homem que se passava por advogado

A vítima era estudante de Direito e tinha passagens pela polícia por estelionato e furto

A Polícia Civil realizou no início dessa semana, duas etapas de uma operação policial que resultou na prisão de Tiago Henrique Gonçalves Bento, de 19 anos, suspeito de participação no homicídio do estudante de Direito Allisson Halliday Silva, de 42. A vítima foi assassinada na noite do dia 29 de novembro do ano passado, na Avenida Silviano Brandão, bairro Horto, capital.
Ainda durante ação, a Polícia prendeu o irmão de Thiago, Wesley Gonçalves Pereira, flagrado no crime de associação e tráfico de drogas. Outro irmão do investigado, Charles Gonçalves Pereira, que está com mandado de prisão expedido pela Justiça, conseguiu fugir. De acordo com as investigações, os três irmãos têm envolvimento com o tráfico de drogas na região do bairro Boa Vista, na capital.

No momento da abordagem policial, também foram apreendidos maconha, vários pinos utilizados como embalagem para cocaína, dinheiro, celulares, documentos e anotações de movimentação contábil do tráfico de drogas.

 

 



Conforme explicou a delegada que coordenou as investigações Alice Batello, a vítima ficava nas centrais de flagrante abordando os autuados que lá chegavam. Ele se apresentava como advogado e oferecia serviços advocatícios. Allisson foi morto depois que comparsas de um preso suspeitaram da atuação da vítima, após a contratação de um serviço.

Allisson também tinha registro profissional de jornalista. Levantamentos indicam que a vítima, inclusive, já havia prestado serviços como freelancer para várias empresas de comunicação.

 

 



Dinâmica do crime

Três dias antes de ser morto, Allison abordou a família de um dos comparsas de Tiago oferecendo serviços de advogado, após a prisão do rapaz, sendo cobrado o valor de R$ 5 mil para liberação do preso. Familiares chegaram a pagar R$1 300 antecipados para liberação do autuado. O fato de Allisson não ter feito qualquer tipo de contrato causou estranheza à família do preso.

No dia dos fatos, o suspeito, com ajuda de um adolescente de 17 anos, ligou marcando um encontro com a Allisson no bairro São Geraldo, em Belo Horizonte. Tiago fez contato com a vítima prometendo quitar o restante do valor acordado anteriormente para liberação do comparsa. Allisson foi até o local indicado em companhia do cunhado. Chegando ao ponto de encontro, a vítima foi ludibriada, a fim de que o dinheiro não fosse entregue naquele momento. Depois de ser seguido por alguns quilômetros, Allisson foi alvo de diversos disparos de arma de fogo.

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