sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012 16:01h Atualizado em 7 de Janeiro de 2012 às 08:01h. Paulo Reis

Detentas de Arcos são transferidas de cadeia devido a problemas de infraestrutura

As 14 mulheres foram distribuídas entre as penitenciárias de Pará de Minas e Bambuí

Já há algum tempo que algumas partes da penitenciária de Arcos vêm apresentando problemas com relação à parte elétrica e hidráulica, seja na ala feminina ou masculina. Na última quinta-feira (05) uma operação realizada pelas Polícias Civil e Militar remanejou 14 detentas do presídio da cidade para outras duas. As cadeias de Pará de Minas e Bambuí são as duas prisões que receberam as infratoras e nas quais ficarão até que seja feitos os reparos necessários para melhor acomodação.
O delegado de Pará de Minas, Irineu José Coelho Filho, direcionou dez detentas condenadas para Pará de Minas e as outras quatro, que cumprem prisão provisória, para Bambuí. 
Segundo um dos agentes do presídio de Arcos, o telhado que reveste a cela feminina foi danificado com a água das chuvas deste período, causando inundação e colocando em risco a saúde das presas, já que a fiação se encontra exposta e a água das chuvas ameaçava riscos em contato com a corrente elétrica.
Ainda de acordo com outros agentes penitenciários, os investimentos do governo municipal feitos há cerca de três anos não foram suficientes. “Houve investimentos mas precisa de muito mais. Os gastos são grandes, pois o detento ali dentro não deve nenhuma obrigação à ninguém. Ele possui direitos e deveres e quando os direitos não são cumpridos eles se revoltam.” confirmou.
Alguns parentes das presidiárias que estavam de fora da cadeia estavam insatisfeitos com as condições que elas enfrentavam. Conforme a irmã de uma presa, a água molhou o colchão e o cobertor que estava no chão da cela. Um segundo problema que elas enfrentavam era a comida e a superlotação da cela. O lugar que deve abrigar 8 pessoas, tinha na verdade 14. "Minha irmã foi presa de bobeira, mas ela não merece ficar assim". reclamou a parente de uma delas.
As detentas irão permanecer transferidas por tempo indeterminado até que as pendências sejam normalizadas pela prefeitura municipal ou pelo estado. Ao entrar em contato com a Assessoria de Comunicação fomos informados que será feita uma avaliação das condições do local.

A CADEIA DE ARCOS

Os investimentos que foram aplicados pela prefeitura foram úteis, mas ainda precisa de muito mais, disse o agente de plantão ao mostrar as condições das celas, da ala feminina e do pavilhão masculino. "São 114 presos em uma cadeia que tem capacidade para 66. Temos ainda presos de alta periculosidade, como é o caso dos presos de Lagoa da Prata, que são acusados de mais de nove homicídios” contou.
“Além disso, tem cela que constantemente apresenta entupimento no sistema de esgoto e problemas na fiação. Toda casa precisa de manutenção!” completou o agente mostrando as melhorias feitas no sistema de monitoramento da cadeia.

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