quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 20:00h Atualizado em 3 de Fevereiro de 2012 às 10:36h. Paulo Reis

Detentos de Oliveira conseguem trabalho fora do presídio

Há cerca de cinco meses treze detentos do presídio de Oliveira, tem trabalhado na fabricação de blocos de concreto. A produção rende em média 700 unidades por dia, e tem sido destinada ao calçamento das ruas e avenidas da cidade.
Este trabalho é fruto de uma parceria firmada entre a direção da unidade prisional e a prefeitura, em agosto do ano passado.
De acordo com o diretor de segurança da unidade, Luciano André da Silva, essa é a primeira parceria firmada pelo presídio de Oliveira, que estava assumido desde dezembro de 2010 pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
O objetivo deste projeto é aumentar o número de presos trabalhando na fábrica. Além disso, pretende-se buscar novos parceiros para o contínuo desenvolvimento das atividades.

FÁBRICA

O galpão onde os presos trabalham tem aproximadamente 150 metros quadrados e foi construído em parceria com o município. A estrutura fica no bairro Dom Bosco, e erguida com a mão de obra dos próprios detentos.
No lugar, os presos trabalham oito horas por dia manipulando cimento e areia, e operando betoneiras e mesas vibratórias. Além da remissão de pena - a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença, os presos recebem ¾ do salário mínimo.

RESSOCIALIZAÇÃO

Além da fábrica de blocos, o artesanato é outra oportunidade de ressocialização oferecida aos 24 sentenciados do presídio de Oliveira, que trabalham de forma autônoma dentro da unidade. Todo material confeccionado pelos detentos é encaminhado às famílias para a venda.
Segundo um dos presos, de 30 anos, que produz vários tipos de artesanato, como bonés, bijuterias e tapetes de crochê, o trabalho faz com que ele esqueça os problemas, e também é uma forma de ajudar os familiares financeiramente.
De acordo com a coordenadora de produção da unidade, Maria Elisa Vieira Nunes, os detentos que trabalham dentro e fora da unidade são avaliados por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC) formada por um psicólogo, um assistente social, um assistente-técnico jurídico e pela direção da unidade. “O trabalho é mais do que uma simples atividade oferecida ao preso. Ele faz com que a pessoa se sinta útil e não fique ociosa”, afirmou.

ESTATÍSTICAS

O trabalho é um dos pilares da política de humanização do sistema prisional mineiro. Atualmente, há 11,5 mil presos trabalhando em todas as unidades do Estado, o que representa um aumento de mais de 20% em relação ao ano de 2010. Os presos tem a liberdade de trabalhar nas mais diversas atividades, como produção de bolas, sacolas ecológicas, equipamentos eletrônicos, cortinas, uniformes, roupas e, até mesmo, na reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014.

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