quarta-feira, 18 de Novembro de 2015 13:01h Atualizado em 18 de Novembro de 2015 às 13:12h.

DHPP prende dupla envolvida na execução de PM durante assalto

Duas pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (17), pela equipe de policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

Duas pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (17), pela equipe de policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em virtude de cumprimento de mandado de prisão pela morte do soldado da Polícia Militar Charles Coelho de Souza Júnior, de 26 anos. Após detalhado trabalho de investigação, Dener Augusto Martins, de 24 anos, e Dhiego Willian Prudente Rocha, de 22, foram presos em São José de Almeida, distrito de Jaboticatubas.

O policial, assassinado no dia 11 de agosto deste ano, no bairro Maria Helena, região de Venda Nova, foi vítima de latrocínio. Daniel Junior Pires Marques, de 19 anos, também investigado por participar na execução do soldado, continua foragido.

O mandante do crime seria Vanderlei Silva Andrade (o Chacal), de 32 anos, que lidera uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e roubo de veículos. Ele comandava a quadrilha de dentro de um presídio, em Contagem, onde cumpre pena que soma mais de 60 anos de reclusão.

A partir da investigação do latrocínio cometido contra o soldado Charles, a polícia descobriu uma ampla rede criminosa comandada por Vanderlei. O chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Luiz Flávio Cortat, destacou “a amplitude do trabalho investigativo realizado pela equipe de policiais da Delegacia Especializada em Homicídios de Venda Nova, abrangendo inclusive a apuração do crime de tráfico de drogas. Durante levantamentos, foi descoberto um grande esquema de comercialização de entorpecentes, com ramificações inclusive no norte de Minas. Ao todo, 14 pessoas já foram presas por associação para o tráfico”.

Roubo e tiros

No dia do crime, os suspeitos, sob a orientação de Vanderlei, procuravam um veículo para ser roubado. Ao se aproximarem do local onde estava o soldado, o trio optou por levar o carro ocupado por Charles, sem saber que a vítima era policial militar. Eles tinham a intenção de roubar um veículo com as mesmas características do automóvel da vítima.

Durante a abordagem, Charles, em um primeiro momento, não apresentou reação. Acreditando, porém, que tinha condições de reagir ao assalto, o militar resolveu tentar evitar o delito, mas acabou sendo baleado. Os suspeitos ainda roubaram a arma do policial, uma pistola 380, que não foi localizada. Dhiego e Dener chegaram a fugir para Teófilo Otoni, mas, ao saberem que a polícia já tinha conhecimento sobre a placa do carro utilizado no crime, retornaram para a capital, abandonando o veículo na cidade.

A Polícia Civil acredita que houve uma falha de planejamento por parte do grupo, que geralmente escolhia como vítima mulheres ou homens de porte físico mais frágil, o que não condizia com as características do soldado. Em um áudio recuperado pela polícia, Vanderlei conversa sobre a morte do policial militar e falha na escolha da vítima.

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