sexta-feira, 6 de Julho de 2012 09:41h Atualizado em 6 de Julho de 2012 às 09:44h. Gazeta do Oeste

Diretor de empresa de Perrella foi fantasma na Assembleia

O vice-presidente do Cruzeiro Esporte Clube e diretor da Stillus Alimentação, José Maria Fialho, também recebeu salário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Durante o período em que foi investigado pelo Ministério Público Estadual e Polícia Federal, Fialho era funcionário do gabinete do deputado estadual Gustavo Perrella (PDT). Recebia mensalmente cerca de R$ 5 mil.

 

Em tese, teria que manter uma jornada de oito horas diárias, pelo cargo de assistente técnico de gabinete. Funcionários da Assembleia, que preferiram não serem identificados, disseram que não se lembram da presença de Fialho no Legislativo.

 

O vice-presidente do Cruzeiro ficou por um ano nos quadros da Casa. Foi nomeado em fevereiro de 2011 ocupando cargo de auxiliar de gabinete I na cota dos comissionados de auxílio de representação político partidária. No dia 1º de fevereiro, o deputado Gustavo Perrella o nomeou assistente de gabinete. Ficou por lá até 04 de fevereiro de 2012, quando foi exonerado.

 

É justamente no período em que foi funcionário da Assembleia que Fialho foi investigado. Gravações telefônicas, realizadas com autorização judicial, mostram o vice-presidente do Cruzeiro negociando vários contratos, tidos pelo Ministério Público como fraudulentos, com a administração pública.
Apenas com o governo estadual, o rombo chegaria a R$ 50 milhões. Ao mesmo tempo, ele acumulava o cargo de vice-presidente do Cruzeiro.

 

No clube, a assessoria de imprensa informou que não se pronunciaria sobre as funções de Fialho na Assembleia. No gabinete do deputado Gustavo Perrella, a atendente, de nome Érica, disse que repassaria ao parlamentar a solicitação de entrevista. Mas ele não retornou. Fialho foi procurado, por telefone celular, porém, mas não atendeu.

 

 

 

 

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