quinta-feira, 19 de Abril de 2012 15:36h Vinicius Soares

Diretora fica revoltada com movimentação suspeita próxima a escola no bairro São Luiz

Tumulto começou após ter sido encontrado um cigarro de maconha escondido no fundo da quadra

Ontem à tarde (18), por volta das 16h15, a Polícia Militar foi acionada pela diretora de uma escola no bairro São Luiz, próximo ao Hospital do Câncer, depois de ter sido notificada por uma criança que encontrou um cigarro de maconha nos fundos de uma quadra. A suspeita é de que o produto seja de um dos moradores do Alto São João de Deus, conhecido popularmente como Lajinha.
Esses indivíduos segundo a mulher têm invadido o espaço educacional para usar como local de delitos, dos quais uso de entorpecentes e demais práticas ilícitas. A educadora, indignada com a situação, fez a denúncia, após ter sido avisada por uma criança que jogava bola no local. No fundo da escola, há um buraco com cerca de 1 metro de diâmetro, feito por vândalos que o usam para adentrar no espaço.
Quando a PM chegou ao local, vários alunos curiosos se aglormeraram no pátio para ver o que estava acontecendo. A preocupação maior é plausível, pois no local, se instalam crianças de 6 a 10 anos de idade, da educação básica de 1ª a 4ª série.
Revoltada, a senhora que não quis se identificar ainda se pronunciou sobre o local como um novo “carrapateiro”. “As autoridades tem que providenciar uma reforma aqui. Disponibilizar verbas para que construamos um espaço digno de receber nossos alunos. Agora fica aquele muro esburacado, entra quem quer e a gente não tem sossego nem pra prestar os serviços à população. Isto prejudica não só os alunos, como também os pais que não podem confiar no recinto. O que acontece aqui é de responsabilidade nossa. Temo pelo pior a qualquer instante.” disse a inspetora.
A polícia, juntamente com outros órgãos públicos, como o Corpo de Bombeiros e até empresas como a Gerdau e o Hospital fazem um trabalho social para que as crianças e adolescentes que vivem expostos ao ambiente de tráfico sejam afastadas, através de atividades físicas e ocupações em oficinas de artesanato. Patrulhamento e ronda de rotinas também são feitas com frequência naquela região.

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