sexta-feira, 22 de Julho de 2011 19:10h Atualizado em 23 de Julho de 2011 às 09:17h. Natalia Santos

Divinópolis conta com 52 hidrantes e projeto prevê novas instalações

Enquanto o problema da capital é a inoperância dos hidrantes, em Divinópolis e na maioria das cidades do interior o problema é a falta deles. Conhecida com uma cidade vertical, a Princesa do Oeste conta com 52 hidrantes espalhados na área central e que segundo os órgãos competentes atendem a demanda da população.

 

De acordo com o tenente Viana, no 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar a manutenção dos hidrantes de Divinópolis é realizada pela Copasa, responsável pelo abastecimento de água da cidade. Sobre as vistorias o tenente afirmou que são  realizadas regularmente e ao detectar problemas acionam as empresas responsáveis.  Mesmo com um número reduzido de pontos, o responsável pela comunicação dos Bombeiros afirma que os 52 hidrantes conseguem suprir a necessidade da cidade.  Viana deixou escapar que há projeto de instalações de novos hidrantes devido ao aumento da população.

 

Bairros

 

Dificilmente uma pessoa vai deparar com um hidrante nos bairros mais afastados do centro. Apenas os bairros centrais contam com este benefício. Sobre esta falha, a solução para o local que não possui hidrantes em via pública é o envio de caminhões-tanque, apelidados de “jamantas”, que podem transportar até 30 mil litros de água. Enquanto isto, viaturas menores vão e voltam até a ligação de água mais próxima para o reabastecimento. Outra forma é utilizar os hidrantes de prédios particulares, que são obrigados por lei a ter os reservatórios.

 

Dentro do projeto citado acima, ele garante que em dois ou três anos serão instalados fornecedores de água para urgência nas regiões mais afastadas. Com relação a bairros que possuem empresas maiores, como exemplo o Interlagos que hoje sedia a Gerdau, ele afirmou que já contam com o benefício. “Tendência é aumentar. De acordo com o crescimento da cidade, a demanda aumenta e consequentemente  fazemos novos pedidos”, precisou Viana.

 

Em entrevista ao jornal Hoje em Dia o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteção contra Incêndio, Sérgio Tomas Ceccarelli, afirmou que a recomendação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é que exista um hidrante a cada 600 metros. Na reportagem ele ressaltou que o aparelho é essencial no combate a incêndios e que devem ser instalados em toda área urbana, mas que ninguém respeita. Outras cidades mineiras reivindicam mais hidrantes, este é o caso de Juiz de Fora que conta com 22 reservatórios no centro e 63 nos bairros. Já em Montes Claros o Corpo de Bombeiros conta com 63 hidrantes, 12 deles inoperantes.

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