quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013 06:08h Erik Ullysses

Divinópolis se integrará a programa Federal para o combate ao crack

Gerente do Banco do Brasil explica o projeto durante a reunião da ACASP. Projeto tem recursos iniciais de 4 bilhões para serem divididos pelos municípios com mais de 200 mil habitantes

O Governo Federal lançou recentemente o programa “Crack, é possível vencer”, que destina verba para prefeituras com mais de 200 mil habitantes para o tratamento de dependentes químicos e para aqueles usuários que moram nas ruas. O projeto trabalha em três vertentes. A primeira é a prevenção, que envolve a educação, informação e capacitação. A segunda é o cuidado, relacionado diretamente com a área da saúde, que aumento a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários. Já a terceira vertente é a autoridade, ligada às forças de segurança pública, com o enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas.
O Banco do Brasil funcionará como um parceiro do Governo Federal na liberação da verba. Segundo o gerente do Banco do Brasil de Divinópolis, João Luís, a verba inicial disponibilizada pelo Governo Federal para as prefeituras é de quatro bilhões de reais. Para que essa verba possa ser liberada as prefeituras devem fazer um plano de ação e colocar para o Governo, se o plano for aprovado a verba será liberada. Assim, o tempo para a liberação da verba dependerá das prefeituras. “O governo federal lançou o programa, “Craque, é possível vencer”. A princípio, com prefeituras com população acima de 200 mil habitantes. As prefeituras vão fazer um plano de ação, e o governo vai colar se é possível, ou não essa prefeitura ter acesso ao programa. Depois, um segundo passo vai ser estendido às casas e pessoas que colaboram nesse sentido” afirmou.
O gerente geral do Banco do Brasil contou ainda que na manhã da sexta-feira, dia 15 de fevereiro, o prefeito, juntamente com os secretários e o vice-prefeito, participaram de uma videoconferência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que falou sobre as diretrizes do programa. “No dia 15 pela manhã, todas as secretarias da refeitura, o prefeito, o vice-prefeito, estiveram reunidos conosco no Banco do Brasil, ouvindo uma videoconferência com o ministro da justiça, José Eduardo Cardoso, que repassou todas as condições do lançamento desse plano a nível nacional. A prefeitura vai se adequar junto com as secretarias, montar um plano de ação e apresentar para o governo” garantiu.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Paulo dos Prazeres, confirmou que a prefeitura de Divinópolis irá aderir ao projeto do governo Federal. “Nós vamos nos integrar ao projeto “Craque, é possível vencer”, do Governo Federal. Essa reunião era para a adesão de cidades com mais de 200 mil habitantes. Foi uma reunião interessante, que nós de Divinópolis pudemos nos posicionar, especialmente em relação a questões técnicas, as questões de financiamento. Eu gosto de dizer que a gente tem legislação, o país tem as suas normas para cumprir e agente vai cumprir, com a parceria da polícia, com a parceria do judiciário. As Secretarias do município, a de Saúde, a da Educação, o próprio gabinete do prefeito. A Secretaria de Assistência Social. Todos unidos para poder melhorar essa situação” garantiu. Ele explicou que todas as medidas por parte da prefeitura estão sendo tomadas, e que o próximo passo é adesão por parte do Governo Federal. Se for liberada a adesão, o prefeito assinará um decreto montando o comitê gestor para que os envolvidos possam começar a trabalhar com o dinheiro.
Segundo o secretário, a maior dificuldade no combate ao crack e em tirar os usuários das ruas reside no retorno dos usuários para o tráfico após as internações. “O maior entrave é a recidiva, o retorno deles ao uso. Divinópolis tem em todos os pontos, em todos os níveis, tanto na assistência social, quanto na educação e quanto na saúde, capacidade técnica e de serviço para atender. Eles são internados em um ou outro serviço e retornam para o uso. Então, o entrave é difícil localizar” explicou. Ele ressaltou ainda que se não fossem os aparatos do município, incluindo as comunidades terapêuticas, a situação dos usuários em Divinópolis estaria muito pior.

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