terça-feira, 30 de Agosto de 2011 10:00h Natalia Santos

Duas pessoas morrem ao serem atingidas por carreta desgovernada

O veículo não suportou o peso de 27 mil quilos de ferro gusa

Uma carreta desgovernada matou duas pessoas em Carmo do Cajuru. A suspeita é que o veículo tenha perdido o freio e descido o morro atingindo as duas vítimas, dois carros, dois postes de iluminação vindo a parar ao bater em uma residência. O fato ocorreu na tarde desse domingo, 28 de agosto.

 

De acordo com moradores que viram o acidente, a carreta estava estacionada no alto da Rua J, no bairro Nossa Senhora do Carmo. O veículo perdeu o freio e desceu três quarteirões, desgovernado. Durante o percurso atingiu Itamar Fabiano Ribeiro, de 48 anos, o qual morreu na hora. A outra vítima é a esposa de Itamar, Maria Aparecida Benfenatti Ribeiro, 50 anos, que foi socorrida mas não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer no Pronto Socorro Regional.

 

Segundo informações da assessoria de Comunicação do 10º Batalhão de Bombeiros Militar depois que o motorista estacionou a carreta, esta veio a descer a rua e no trajeto colheu dois veículos, sendo uma Hilux e um Fiat Uno. Junto destes veículos encontravam-se quatro pessoas duas eram Itamar e Maria Aparecida. As informações repassadas pelos Bombeiros apontam que a carreta passou por cima do tórax e da cabeça de Itamar, que faleceu na hora. Depois disto a carreta derrubou um poste com alta e baixa tensão. A carreta só parou quando destruiu a varanda da casa do Sr. Osmair Bernardo da Silva, que residia na mesma rua. Por sorte não havia ninguém dentro do imóvel na hora do acidente. Assim que o caminhão atingiu o poste, vários fios de alta tensão caíram e provocaram uma explosão. A polícia confirmou a versão dos moradores de que não havia ninguém dentro do veículo.

 

O motorista da carreta pertencente a uma empresa da cidade de Itaúna, prestou depoimento na delegacia de Carmo do Cajuru ontem, 29 de agosto. De acordo com o delegado que investiga do caso, Domingos Sávio Calixto, o condutor da carreta foi bastante claro em seu depoimento, e não ocultou nenhuma informação a ser acrescentada no processo. “O motorista foi bastante claro, ele nos relatou que estacionou em frente a casa da sogra, durante uns 15 minutos para deixar uma encomenda e por ser rápida a parada, não teria nem retirado a chave da ignição. Porém devido o caminhão estar em uma rua de grande declive com uma carga de 27 mil quilos de ferro gusa, os freios não suportaram o peso e desceu cerca de 80 metros de distância” contou Calixto.


Em relação a pena que o motorista deverá cumprir, o delegado foi bastante enfático ao analisar, “no Brasil ninguém é preso por homicídio culposo, e na maioria dos casos prestam serviços a comunidade”, frisou. O motorista será julgado e caso seja condenado poderá prestar serviços a comunidade no período de 4 a 6 anos.    

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