sábado, 25 de Julho de 2015 06:09h Atualizado em 25 de Julho de 2015 às 06:11h.

Dupla acusada de matar veterinário e professor é condenada a mais de 40 anos de prisão

Foram julgados e condenados nesta quinta-feira Francisco Alves Silva, de 19 anos, e José Maurício Silva, de 21 anos

Foram julgados e condenados nesta quinta-feira Francisco Alves Silva, de 19 anos, e José Maurício Silva, de 21 anos, acusados de matar a facadas o veterinário Renato Gontijo e o professor universitário Cleber Bernardes Santos em novembro de 2014, em Nova Serrana.
A juíza da vara criminal de Nova Serrana, Cristiane Soares Brito, acolheu a tese da acusação que denunciou a dupla pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Francisco foi condenado a 40 anos e sete meses de detenção e Maurício recebeu pena de 48 anos e nove meses. Após receber o veredicto, os dois foram encaminhados para o presídio de Nova Serrana, onde estavam presos, preventivamente, desde dezembro do ano passado.
Francisco teve a pena reduzida por ser menor de 21 anos, considerada menoridade relativa. De acordo com o Código Penal Brasileiro, entende-se que o menor de 21 anos ainda em formação da personalidade, motivo pelo qual não teria o discernimento pleno acerca do certo e do errado.
A decisão judicial ainda cabe recurso, tanto da defesa quanto da acusação. Se a condenação for mantida, a dupla poderá deixar a prisão em 19 anos, quando terão o benefício da progressão do regimento do cumprimento da pena.

Crime
De acordo com a Polícia Militar (PM), o vizinho de Renato acionou a PM relatando que algo estava acontecendo na casa ao lado porque o morador estava gritando por socorro e, logo em seguida, notou que dois indivíduos desconhecidos saíram em uma Fiorino. No local, os policiais encontraram a casa toda revirada, com diversos móveis quebrados e marcas de sangue pelas paredes e chão. Uma faca foi encontrada na varanda da casa.
Renato estava morto e Cléber chegou a ser socorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e posteriormente transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, mas morreu no dia seguinte.

Prisão
José Maurício e Francisco Alves foram presos, dois dias depois do crime, após a Polícia receber denúncias anônimas sobre os possíveis suspeitos, além de fotos divulgadas em redes sociais. José Maurício postou em uma rede social, na tarde de sábado, uma foto próximo à piscina da casa onde ocorreu o crime.
De acordo com a Polícia Civil, os homens contaram que foram contratados por Renato e Cléber para fazer um programa e cobraram R$ 400. A festinha particular começou a tarde e, segundo relato dos suspeitos, além do sexo, houve consumo de drogas e álcool.
Já à noite, conforme contaram os suspeitos à Polícia Civil, as vítimas propuseram outra prática sexual, não aceita pelos jovens. Neste momento, de acordo com os suspeitos, Renato pegou um canivete e Cléber uma pedra e ameaçaram os suspeitos, que reagiram. Eles brigaram e Cléber foi morto com pedrada e facadas, enquanto Renato foi morto a facadas.
Logo após o crime, os dois fugiram no carro de uma das vítimas. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos não possuíam passagens policiais em Minas Gerais.

 

 

Crédito: Arquivo GO

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