sexta-feira, 26 de Abril de 2013 09:17h Estado de Minas

Esperança para os fícus de Belo Horizonte

O óleo de nim, que além de matar insetos funciona como repelente natural, é bastante usado na agricultura, sendo autorizado apenas em ambientes rurais. Ao decretar, há um mês,  situação de emergência, o objetivo da prefeitura era acelerar procedimentos em órgãos federais, como a Anvisa. Apesar disso, ainda não há retorno sobre a posição da agência nacional. Em declarações à imprensa, técnicos da secretaria já disseram ser “bastante baixo” o risco do uso do óleo de nim na cidade.

Nos experimentos da SMMA, o produto conseguiu matar 97,5% das ninfas – fase jovem do inseto – e até mesmo moscas adultas. Ou seja, apenas 2,5% sobreviveram. Nos testes com um fungo, 9% das ninfas sobreviveram.

Outra novidade em relação às árvores é que o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural negou pedido da SMMA para fazer podas e supressões nos fícus sem a análise prévia do órgão. As árvores são protegidas pelo patrimônio municipal.

Identificada inicialmente na Avenida Bernardo Monteiro, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de BH, a mosca-branca-dos-fícus já ameaça quase 250 árvores na cidade. A maior parte se concentra na Bernardo Monteiro, na Avenida Barbacena, no Santo Agostinho, Região Centro-Sul, e no Parque Municipal Lagoa do Nado, na Região Norte. No início do mês, a prefeitura fez a poda radical de 19 exemplares, cujos galhos ameaçavam cair na Avenida Barbacena. A estimativa é de que existam em BH cerca de 12 mil fícus, espécie de grande porte.

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