quinta-feira, 20 de Outubro de 2011 09:17h Atualizado em 20 de Outubro de 2011 às 09:22h. Paulo Reis

Estelionatário forja a própria morte

Foragido dado por morto é encontrado vivo e na direção de um caminhão no bairro Bom Pastor. Ao ser detido pela polícia, Gilmar de Campos apresentou documentos do irmão. O delegado Gildeílson Contão já estava no encalço do suspeito há cerca de um mês

Gilmar de Campos França, conhecido popularmente pelo apelido de “Grilo” é acusado de diversos crimes como estelionato, falsificação, homicídio e furto, e foi preso pela Polícia Civil na última sexta-feira (14), no bairro Bom Pastor enquanto dirigia um caminhão.


Há cerca de um mês um juiz, por meio de uma certidão de óbito, encaminhou a Polícia Civil um pedido de baixa nos documentos de Gilmar de Campos França, ao dar andamento na petição o delegado reconheceu o nome como sendo de um foragido que possui diversos registros policiais.
Outro ponto que instigou o delegado foi da certidão não ser de Divinópolis, o documento vinha com registro da cidade mineira de Buritis. O que contradiz a orientação de que este tipo de documento deve ser proveniente da cidade de origem da pessoa.


A partir disto o delegado instaurou um inquérito e começou a apurar o fato. Através das investigações o delegado Gildeílson conseguiu levantar provas testemunhais e documentais que asseguravam que o suposto morto estava na verdade, vivo. Se dado como morto, os mais de dez processos pelos quais Gilmar respondia seriam arquivados.  


De imediato colocou-se em questionamento a veracidade da certidão de óbito de Gilmar. Com base neste argumento o delegado representou a justiça para que fosse conseguido um mandado de prisão preventiva para o foragido. De posse deste mandado a Polícia Civil começou uma nova fase de investigações, desta vez, quanto ao paradeiro de Gilmar França.


Na última sexta-feira (14) o foragido foi encontrado conduzindo um caminhão. No momento da abordagem policial, Gilmar apresentou documentos do irmão Vasco de Campos França. As buscas ao foragido se estenderam por diversas cidades vizinhas como: Formiga, Itaúna, Nova Serrana, Itapecerica e Cláudio.


Ainda sob investigação está um possível seguro de vida feito pelo suspeito no valor R$ 600.000,00 poucos dias antes de supostamente morrer. Serão investigados a tempo, se houve a participação direta do irmão do suspeito, Vasco França e do advogado que apresentou a certidão de óbito falsa à justiça.


O delegado Gildeílson Contão ressalta que as pessoas que já tiverem sido vítimas do suspeito devem procurar a Polícia Civil para relatar o ocorrido, isso se estende às pessoas de outras cidades, que também foram lesadas por Gilmar de Campos. 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.