sexta-feira, 31 de Agosto de 2012 10:43h Gazeta do Oeste

Estelionatários paulistas são presos após aplicar golpe do falso resgate de crédito em Minas

Dois homens foram presos pela Polícia Civil mineira por aplicar o golpe de falso resgate de créditos de fundos de previdência privada. Os estelionatários, naturais de São Paulo, são suspeitos de aplicar golpes em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Uma das vítimas perdeu R$ 25 mil no golpe. Foi ela quem acionou a polícia.

 

 

De acordo com as investigações, os criminosos conseguiam informações sigilosas de pessoas falecidas e enviavam aos familiares dos mortos um termo de Encerramento Bancário de Fundo de Reserva. No entanto, para retirar a quantia oferecida, era exigido um depósito bancário para cobrir “despesas processuais”. 

 

A vítima afirmou à polícia que recebeu uma carta em nome do Departamento Administrativo de Previdência Privada do Estado de São Paulo. O documento era do Setor de Encerramento Bancário e informava que o falecido havia feito depósitos no fundo de previdência, e com o falecimento dele, a mulher poderia resgatar a quantia de R$ 72 mil. Para isso, ela teria que fazer depósito de R$ 25 mil para quitar despesas processuais. A mulher chegou a consultar um advogado sobre o resgate do dinheiro, mas as informações na carta eram tão convincentes que enganou até mesmo o profissional.

 

 

Depois da correspondência, os estelionatários entraram em contato por telefone. Para convencer a vítima eles disseram que o marido dela havia iniciado os depósitos em abril de 2003, e que com a morte dele ela teria direito ao resgate do valor acumulado.

 

Os suspeitos acabaram detidos na cidade paulista de Mairiporã. A polícia teve acesso à conta bancária de Tiago José Gomes de Oliveira, de 24 anos, na qual a vítima depositou dois cheques, um de R$ 7 mil e outro de R$ 18 mil. Com a quebra do sigilo bancário dele chegou-se a Willian Alves da Rocha, de 28 anos, morador da mesma cidade. De acordo com a Polícia Civil, era Willian o chefe do esquema, que agia há pelo menos um ano. A polícia tenta, agora, identificar um terceiro integrante da quadrilha daqui de Minas Gerais, responsável pela entrega dos dados.

 

 

De acordo com o delegado Pedro Marques, as pessoas podem consultar o CNPJ da empresa na Junta Comercial do estado onde ela está instalada para não cair no golpe. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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